Por Nelson Lopes
Não são só os bolsonaristas que estão de olho no mandato-tampão para o governo do Rio, que será eleito indiretamente, via ALERJ, assim que Cláudio Castro deixar a cadeira para concorrer ao Senado. O petista André Ceciliano também quer a vaga. Ele trabalha nos bastidores e aguarda sinalização do presidente Lula para se lançar. Ceciliano calcula ter algo em torno de 22 votos. Mas, com a força de Lula, crê que pode atingir a maioria dos votos e se tornar o governador. É mole?
Mas, antes de falar publicamente sobre o assunto, ele observa os movimentos de Paes. Se o prefeito do Rio trupicar em relação ao apoio a Lula, o ex-presidente da Alerj se lança com tudo para o Palácio Guanabara, ainda que temporariamente. Isso pode atrapalhar, de fato, a movimentação do PL de Jair Bolsonaro para o governo…
Paes pode processar…
Em paralelo a isso, uma possibilidade ganha força nos bastidores. É que, assim que Castro sair do governo, a cadeira precisará ser ocupada momentaneamente pelo presidente do TJ do Rio, que é o primeiro na linha de sucessão. Nesse meio tempo, Paes pode impugnar a eleição para o mandato-tampão, alegando manobra eleitoral. Esta seria o pior quadro para os bolsonaristas, que perderiam o Palácio Guanabara e a força para que a máquina pública “jogue junto” com seus candidatos.
Falando em PL…
As projeções do partido de Bolsonaro para o Rio são animadoras. Estimam eleger de 11 a 13 deputados federais e de 20 a 22 deputados estaduais nas eleições desse ano.
A reverência que faltava
Lula deixou claro, em jantar na última quarta-feira, em Brasília, que o PT não conta com nenhum outro nome para o Senado do Rio, além de Benedita da Silva. A ex-governadora foi aplaudida de pé pela bancada.
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