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Coluna

Só se fala nisso: o carnaval de Paes e Lula

O destaque da coluna nesta semana são as consequências da homenagem da Acadêmicos de Niterói ao presidente Lula em seu enredo.

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13 de fevereiro de 2026
Só se fala nisso: o carnaval de Paes e Lula
Lula e a bandeira da Acadêmicos de Niterói.

Por Nelson Lopes

É como se não houvesse outro assunto na política do Rio e de Brasília. O desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Lula na Marquês de Sapucaí, mobiliza a oposição, ouriça os governistas e se torna uma espécie de pano de fundo para as costuras das eleições deste ano. Vamos lá…

Lula assistirá o desfile do camarote de Paes. O espaço foi ampliado, em pleno ano eleitoral, para acomodar os aliados do presidente. Os ministros foram vetados de participar do desfile, para que não configure propaganda eleitoral antecipada. A primeira-dama, Janja da Silva, porém, estará a sambar na pista. Ah, “fazer o L” também está vetado para Secretaria de Comunicação, para quem for parlamentar e estiver desfilando. O mesmo vale para lives na pista. Tudo para evitar sanções do TSE.


Bolsonaristas estarão lá…

Os correligionários de Jair Bolsonaro estarão lá, em um camarote vizinho, o do governador Cláudio Castro. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que passará o Carnaval no Rio, foi convidado, é claro, mas ainda não confirmou presença. Também foram convidados os senadores Bruno Bonetti, que ocupa a suplência de Romário, e Carlos Portinho. O Baixinho, é claro, também foi chamado por Castro. Parlamentares bolsonaristas de outros estados solicitaram ingressos ao governo do Rio, o que deve fazer do camarote uma espécie de “bunker” bolsonarista na Avenida Marquês de Sapucaí.


As investidas da oposição

Nesta semana, a oposição fez novas investidas contra o desfile da Acadêmicos de Niterói. O partido Novo apresentou uma representação ao TSE por propaganda eleitoral antecipada contra Lula, o PT e a agremiação carnavalesca. A ação questiona o samba-enredo intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Em outra frente, o senador Bruno Bonetti protocolou uma proposta legislativa que proíbe o uso de recursos públicos federais em eventos culturais e desfiles carnavalescos que promovam a exaltação personalizada de autoridades e agentes públicos em exercício de mandato.

O senador também ingressou com uma Ação Popular, com o objetivo de impedir o desfile da escola de samba e a transmissão do desfile pelos meios de comunicação.

Nada deu certo e o desfile está mantido!


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