Baixada Fluminense
Carnaval 2026

Estado investe R$1,5 milhão em bate-bolas do interior e da Baixada Fluminense

Iniciativa integra pacote maior de estímulo ao Carnaval fluminense e apoia manifestações populares em cidades do interior.

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18 de fevereiro de 2026
Sara Oliveira
Estado investe R$1,5 milhão em bate-bolas do interior e da Baixada Fluminense
Criatividade marca os nomes das turmas de bate-bolas pelo Estado. (Foto: Divulgação)

O Governo do Estado do Rio ampliou o apoio à cultura popular fluminense e garantiu R$1,5 milhão em investimentos para grupos de bate-bolas de cidades fora da Capital. Ao todo, 59 grupos do interior e da Região Metropolitana foram contemplados por meio de editais, dentro de um universo de 100 agremiações selecionadas, fortalecendo uma das manifestações mais tradicionais do Carnaval fluminense e impulsionando a economia criativa local.

A ação integra o Pacote Folia RJ 2026, conjunto de editais lançados pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro para fomentar o Carnaval em todo o território fluminense. O pacote conta com cinco chamadas públicas e totaliza mais de R$ 19,9 milhões em investimentos destinados a diferentes expressões culturais, incluindo blocos de rua, folias de reis, escolas de samba e manifestações populares como os bate-bolas.

Segundo o governador Cláudio Castro, o apoio às manifestações carnavalescas representa um reconhecimento da importância sociocultural da festa e gera emprego, renda e pertencimento em comunidades espalhadas por diversas regiões do Estado.

As turmas de bate-bolas, também conhecidas como Clóvis, são consideradas Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro. A manifestação carnavalesca de rua é típica dos subúrbios e periferias, marcada por fantasias extravagantes, máscaras impactantes e bastões com bolas que produzem sons característicos durante os desfiles.

Os recursos disponibilizados pelo Governo do Estado possibilitam investimentos em fantasias, adereços, logística, ensaios e organização das apresentações. Além disso, os grupos contribuem diretamente para a geração de empregos temporários e para o fortalecimento de cadeias produtivas locais, envolvendo costureiras, aderecistas, músicos e comerciantes.

Tradicionais em diversas cidades fluminenses, os bate-bolas são símbolos de resistência cultural e identidade comunitária. Com o subsídio, a gestão atual busca descentralizar investimentos, democratizar o acesso aos editais culturais e garantir que o Carnaval seja celebrado com estrutura, segurança e valorização das raízes culturais da festa.

Criatividade marca os nomes das turmas de bate-bolas pelo Estado

A diversidade e a inventividade dos grupos de bate-bolas também se refletem nos nomes escolhidos pelos foliões. Entre as agremiações espalhadas de Norte a Sul do Estado estão o “Bonde do Padre Marcelo”, “Turma do Sr. Tranca Rua”, “Sistema Nervoso”, “Ursinho Pooh” e a “Turma da Playboyzada”, que anima as ruas de São Gonçalo.

Em Nilópolis, os “Inimigos do Fim” parecem dispostos a prolongar a folia até a Quarta-feira de Cinzas, enquanto os “Guardiões da Lagosta” se tornaram destaque em Miracema. Já em Nova Iguaçu, “As Enroladas” chamam atenção pelo carisma e animação, e a tradicional “Turma do Funil” mantém viva a herança do improviso. Em Niterói, “Os Zangados” mostram que o nome não traduz mau humor, mas a inconformidade com o encerramento do Carnaval.


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