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Alerj terá que eleger um novo presidente nos próximos dias

A coluna Capital Político destaca o assunto que movimentou a Alerj na semana. A substituição de Bacellar na presidência após sua cassação.

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26 de março de 2026
Alerj terá que eleger um novo presidente nos próximos dias
Cassação do deputado Rodrigo Bacellar é o assunto do momento na Alerj. Crédito: Divulgação

A cassação do mandato do deputado Rodrigo Bacellar (União) pelo TSE e seus desdobramentos são o assunto do momento na Alerj. Não é para menos. A decisão obriga a Casa a eleger nos próximos dias um novo presidente, cargo que era ocupado por Bacellar oficialmente, mesmo ele estando afastado da presidência por decisão judicial. A Alerj terá que receber também um novo parlamentar, que será indicado pelo TRE em substituição ao deputado cassado.


Candidatos favoritos

Pelos corredores da Alerj dois nomes já se destacam para assumir a presidência da Casa: os deputados Guilherme Delaroli (PL), que ocupa interinamente o cargo desde que Bacellar foi afastado, é um deles. O outro é o deputado Douglas Ruas (PL), ex-secretário estadual, que reassumiu o mandato e é o preferido do ex-governador Cláudio Castro. Mas ainda podem surgir outros interessados.


Portinho não disputará reeleição ao Senado

O senador Carlos Portinho jogou a toalha e não vai disputar a reeleição. O partido dele, o PL deve confirmar o ex-governador Claudio Castro e o ex-prefeito Márcio Canella em uma composição como União Brasil. Restará a Portinho disputar uma vaga de candidato a deputado federal.


Cavaliere mantém líder na Câmara

Eduardo Cavaliere, que assumiu semana passada a Prefeitura do Rio, resolveu não mudar a articulação política do governo na Câmara Municipal do Rio. O vereador Marcio Ribeiro (PSD) foi mantido na liderança do Governo na Casa.


Pupilo mantém equipe

Internamente, Eduardo Cavaliere também não deve mexer muito no secretariado que herdou de Eduardo Paes na Prefeitura do Rio. Devem sair apenas os secretários que disputarão as eleições de outubro e os assessores mais próximos do ex-prefeito.


Festa de roubos

Com um rombo de R$ 8,5 bilhões, o banco do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Record TV, é a nova dor de cabeça do Banco Central, do FGC – Fundo Garantidor de Crédito-  e do mercado. O Banco Digimais, controlado por Edir, enfrenta uma crise de liquidez que acionou sinal de alerta no sistema financeiro. Com um rombo patrimonial estimado, a instituição precisou de aportes emergenciais de seu controlador, que teria injetado cerca de R$ 250 milhões do próprio bolso para manter o banco operando e evitar uma intervenção direta do Banco Central.


Até julho para gastar dinheiro do povo

O Planalto encomendou às suas agências uma campanha para elogiar obras e entregas do governo Lula. A partir de julho, propagandas governamentais estão proibidas por conta da lei eleitoral. Levando jeito de autocrítica, o PT avalia que ainda tem chances — especialmente batendo bumbo sobre as obras, e de bater em Flávio Bolsonaro no segundo turno, mesmo na base do “raspando” como aconteceu em 2022.


Vice de Flávio

O PL trabalha na possibilidade de escalar uma mulher como vice para compor a chapa de Flávio Bolsonaro. O ex-líder do partido na Câmara conta que “na última eleição, identificamos que existiam algumas restrições ao voto feminino ao ex-presidente Bolsonaro, que instituiu políticas públicas para mulheres, mas não explorou tanto isso no discurso presidencial”. Valdemar Costa Neto quer ver Tereza Cristina como vice. O movimento de Flávio foi atingido pelos petsitas. Gleisi Hoffmann publicou um vídeo relembrando as dez vezes que Bolsonaro agrediu suas mulheres. No mesmo dia Flávio postou outro atacando o petista com “as nove vezes que Lula desrespeitou as mulheres”.


Proteção ao turista

Tramita na Alerj o projeto de lei que cria a Política Estadual de Promoção da Civilidade, Proteção ao Turista e Uso Responsável de Espaços de Uso Coletivo. A proposta, de autoria do deputado Alexandre Knoploch (PL), tem como objetivo proteger turistas contra práticas abusivas e fortalecer a imagem do Rio de Janeiro como destino turístico seguro.


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A coluna Capital Político é escrita por Sidnei Domingues, jornalista, advogado e apresentador de TV e Sérgio Braga, jornalista e colunista político.

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