O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que continua insistindo numa versão “moderada” de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, confessa que chega a ter pesadelos com cenas semelhantes às das facadas recebidas por Bolsonaro na campanha de 2018. E, se o pai, durante muito tempo, só apareceu em público usando colete à prova de balas, Flávio trata de fazer a mesma coisa: não sai de casa sem estar “bem protegido” por um colete.
Ameaça
O funkeiro MC Misa denunciou um suposto plano da influenciadora e apoiadora do PT Deolane Bezerra para matar o senador Flávio Bolsonaro, o filho “01” do ex-presidente. Após tomar conhecimento da denúncia, Flávio tratou de “se garantir” usando colete à prova de balas o tempo todo.
Linguagem de Libras no Poupatempo
Foi sancionada e publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (02/06) a lei que garante atendimento com tradutor ou intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas unidades do Poupatempo do Estado do Rio de Janeiro. A medida teve origem no Projeto de Lei, de autoria do deputado Bruno Dauaire (União), aprovado na Alerj.
IA nas eleições
O Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso Nacional debateu, na segunda-feira (01/06), as regras do TSE para propaganda eleitoral na internet. O principal desafio apresentado foi o combate à desinformação com o avanço acelerado da tecnologia e o uso de ferramentas da inteligência artificial.
Prioridade
A partir de agora, pais e responsáveis por estudantes com deficiência ou mobilidade reduzida terão prioridade na escolha da unidade escolar da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. A medida está prevista na Lei 11.209/26, de autoria original do deputado estadual Thiago Gagliasso (PL), sancionada pelo Governo do Estado após aprovação na Alerj.
Educação domiciliar
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro realizará, no próximo dia 23 de junho, uma audiência pública para discutir a educação domiciliar (homeschooling) e o direito dos pais de participarem diretamente da formação educacional dos filhos. A audiência é uma iniciativa do vereador Dr. Rogério Amorim (PL).
A Culpa é do Trump Gtrump
Lula e a cúpula do governo estão discutindo, nos últimos dias, no Planalto, as ações que deverão ser tomadas no âmbito interno e externo depois da decisão do Departamento de Estado do governo Trump, que enquadrou o Brasil no rol dos países narcoterroristas. Apesar de o tema estar restrito a uma discussão de caráter civil, espera-se que Lula convoque os comandos das Forças Armadas para discutir o assunto. Lembra-se que os americanos bombardearam navios venezuelanos sem nenhuma evidência de que estavam envolvidos no tráfico de drogas. A medida causou espanto geral. Passou ao largo do Itamaraty e dos serviços de inteligência. Ninguém esperava uma ação tão radical do Departamento de Estado que, fatalmente, afetará o sistema financeiro nacional, a começar pelo Pix e pelos bancos. A preocupação se espalha para a União Europeia, cujos países-membros já manifestaram inquietação com o crescimento do tráfico de drogas na região, especialmente de cocaína. O último relatório da European Union Drugs Agency, de 2025, informa que 2023 foi o sétimo ano consecutivo de recorde de apreensão da droga no continente.
PCC fatura mais de 12 milhões de Reais ao ano
A rápida expansão do crime organizado no Brasil revela que a capilaridade de facções como PCC, CV e outros grupos vai do contrabando e da hotelaria aos portos e ao agronegócio. Estudo da CNI estima que os bandos reduzam em R$ 39 bilhões o lucro anual das indústrias e dos negócios formais. As atividades do PCC rendem R$ 12 bilhões por ano. Levantamento do Coaf mapeou R$ 44 bilhões movimentados por pessoas e empresas ligadas a quadrilhas do Rio de Janeiro, transitando pelo sistema financeiro oficial. A ação do crime no cotidiano cria riscos para empresas sofrerem sanções dos Estados Unidos.
Doidinho
O presidente Lula ainda está atônito com a medida do governo americano. Há poucas semanas, foi chamado de “homem bom”, “cara esperto” e “presidente dinâmico” por Donald Trump. E, em encontro com Flávio Bolsonaro, Trump falou bem do presidente petista. Agora, Lula tenta reagir: “Não aceitamos ser tratados como moleques, nem como republiquetas. A soberania nacional é intocável. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.
Caneta afiada
Os decretos usam conceitos vagos como “desinformação”, “conteúdo ilícito” e “ataques à democracia” para assumir o controle da informação. Pela decisão, caberá à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à Advocacia-Geral da União (AGU) poderes de fiscalização e punição. Especialistas como Luiz Augusto D’Urso, professor no MBA de Direito da FGV, são taxativos: os decretos de Lula são inconstitucionais.
Já estava acertado com a Casa Branca
A decisão da Casa Branca de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas vinha sendo gestada há meses. Seu anúncio foi feito após a visita de Flávio Bolsonaro, defensor da medida, que teria sido informado com antecedência. O governo Lula, por sua vez, posicionou-se contra a iniciativa. A decisão ocorre também em um momento em que os americanos se preparam para ir às urnas para definir quem comandará o Capitólio nos dois anos finais do governo Trump. Pelas pesquisas, ele poderá perder a maioria na Câmara e no Senado, uma derrota que daria ao Partido Democrata a possibilidade de interromper a agenda em vigor desde janeiro de 2025.
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A coluna Capital Político é escrita por Sidnei Domingues, jornalista, advogado e apresentador de TV e Sérgio Braga, jornalista e colunista político.



