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Escola de Niterói inaugura centro cultural criado por alunos

Estudantes de escola municipal inauguram espaço com exposições fotográficas, produções artísticas e atividades do grêmio estudantil.

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15 de outubro de 2026
Marcos Cabral
Escola de Niterói inaugura centro cultural criado por alunos
Exposição destaca trajetórias e obras de mulheres fotógrafas no Centro Cultural Paulo Freire, em Niterói (crédito: divulgação)

Estudantes da Escola Municipal Paulo Freire, no Fonseca, em Niterói, inauguraram, na quarta-feira (14), o Centro Cultural Paulo Freire. O espaço, que antes funcionava como refeitório, foi revitalizado após a reforma da unidade e agora será destinado à exposição de trabalhos artísticos e culturais, além de abrigar a sede do grêmio estudantil.

A inauguração ocorreu durante a Semana de Arte e Cultura da escola, que reúne apresentações e manifestações artísticas protagonizadas por alunos e professores. O secretário municipal de Educação, Bira Marques, participou da programação e conheceu as produções expostas no novo ambiente.

Para o secretário, a iniciativa reforça a participação dos estudantes na construção de uma escola mais democrática, que valoriza a expressão artística e a produção de conhecimento: “Quando os estudantes se reconhecem como protagonistas da escola, eles descobrem que também têm o poder de transformá-la. É isso que estamos vendo aqui. Um espaço que antes era utilizado como refeitório agora ganha uma nova vida pelas mãos dos próprios alunos”, destacou.

A primeira exposição do centro cultural reúne trabalhos produzidos nas aulas de Arte. Um dos destaques é a mostra fotográfica “A escola saiu às ruas”, na qual os estudantes levaram carteiras e cadeiras escolares para diferentes cenários urbanos, como museus, praças e centros comerciais. As imagens propõem reflexões sobre a relação entre educação e cidade.

O espaço também apresenta pesquisas sobre mulheres fotógrafas, destacando suas trajetórias, obras e contribuições para a fotografia. As atividades buscam ampliar o repertório cultural dos alunos e estimular novas formas de observar e interpretar o mundo.

Emily Lima, diretora de Comunicação e Mídia do grêmio estudantil, ressaltou que o centro cultural permitirá ampliar a participação dos estudantes e dar visibilidade às suas criações: “É muito legal unir o grêmio à arte, porque aqui a gente pode se reunir, compartilhar ideias e também mostrar tudo o que os estudantes são capazes de criar. É um espaço nosso, feito com a nossa participação e que vai estar aberto para toda a escola”, afirmou.

O professor de Artes Eires Silveira, um dos incentivadores do projeto, explicou que a proposta surgiu após a construção de um novo refeitório, maior e mais moderno. A ideia inicial de realizar exposições no ambiente ganhou novas possibilidades com o envolvimento do grêmio estudantil.

A diretora da unidade, Márcia Palmar, que trabalha na escola há 20 anos, também destacou a importância do novo espaço para a trajetória da instituição. Ela ressaltou os investimentos realizados na unidade e a ampliação das oportunidades de aprendizagem por meio do esporte, da arte e da cultura.

“O objetivo é incentivar os estudantes a participar ativamente da vida escolar, com liberdade para criar, expressar ideias e contribuir para as decisões da comunidade”, finalizou.


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