Por Nelson Lopes
A prisão do vereador Salvino Oliveira, por suposto envolvimento com o Comando Vermelho, inaugurou o debate eleitoral. O motivo? Vamos lá… Como se sabe, o chefe de Polícia Civil do Rio é o delegado Felipe Curi, que está com um pé no PL, partido de Jair Bolsonaro e Cláudio Castro. Ele deve ser candidato a deputado federal e recordista de votos. Acontece que Salvino é ex-secretário e umbilicalmente ligado a Eduardo Paes, que será candidato ao governo na outra trincheira.
Ou seja: o campo de centro-esquerda afirma que a prisão foi feita sem provas suficientes e que teria o único objetivo de associar Paes ao crime organizado. Tudo isso para criar uma suposta equivalência pelo fato de Castro ser próximo do presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar, que foi preso, justamente, por ligações com o tráfico. É o Game of Thrones fluminense…
E como isso chega a Brasília?
Com preocupação, é claro. Membros do Palácio do Planalto acenderam o alerta em relação ao uso da imagem de Salvino para associar Paes e Lula ao crime organizado, nesta eleição que deve ter a segurança pública como principal mote e tema de debates. A propósito… De acordo com a Polícia Civil do Rio e o Ministério Público fluminense, Salvino, que é criado na Cidade de Deus, teria negociado a exclusividade para fazer campanha na região com traficantes locais.
Para isto, ele teria usado dinheiro público. A negociata teria envolvido a instalação de quiosques na comunidade do Gardênia Azul, que teriam sido concedidos a nomes indicados por lideranças do tráfico.
Os planos de Curi!
Até o momento, cotado para a Câmara, Curi não descarta voo mais alto. Tem quem diga que caso Douglas Ruas não engrene nas pesquisas de intenção de votos para o governo, o policial será o escolhido. É esperar para ver se Bolsonaro dá o aval.
Portinho volta atrás!
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) se reunirá nos próximos dias com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para decidir se sai do PL ou se permanece na legenda bolsonarista. Ele, que chegou a ameaçar uma candidatura ao Senado pelo NOVO, caso não fosse escolhido para uma dobradinha com o governador Cláudio Castro (PL) para a Casa Alta, agora adota outro tom e considera ficar no partido.
Para isso, quer saber qual será o seu papel na campanha nacional! É possível que, com isto, consiga negociar um cargo em um eventual próximo governo.
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