A Academia Brasileira de Letras do Cárcere (ABLC) realizou nesta segunda-feira (15), no plenário da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sua 6ª cerimônia de posse de novos acadêmicos. O evento marcou a conclusão das 40 cadeiras da instituição, ocupadas por escritoras e escritores egressos do sistema prisional ou que ainda cumprem pena.
Durante a solenidade, a ABLC também foi homenageada com a Medalha Pedro Ernesto, principal honraria concedida pelo Legislativo carioca. O reconhecimento destaca o trabalho desenvolvido pela entidade na promoção da reinserção social por meio da literatura e da educação.
ABLC completa as 40 cadeiras
Fundada em abril de 2024 por advogados criminalistas, a Academia Brasileira de Letras do Cárcere promove oficinas semanais de escrita e reflexão crítica em unidades prisionais do Rio de Janeiro e de outros estados. As atividades são conduzidas por escritores e professores voluntários e resultam na publicação de livros que relatam experiências de vida e superação.
A 6ª cerimônia de posse representa um marco para a instituição ao completar seu quadro de 40 acadêmicos. Segundo a ABLC, a iniciativa busca valorizar a produção literária de pessoas privadas de liberdade e de egressos do sistema penitenciário, ampliando espaços de expressão e reconhecimento.
Entre os exemplos apresentados pela academia está o de Fábio da Hora Serra, conhecido como Sagat B. Após passar pelo sistema prisional, ele construiu uma trajetória na literatura, na música e na produção cultural. Em sua autobiografia, O Bandido que Virou Artista, relata sua história e aborda os desafios enfrentados por jovens em situação de exclusão social.
A homenagem e a posse dos novos acadêmicos reforçaram o papel da ABLC na utilização da escrita como ferramenta de transformação social, educação e resgate da cidadania.
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