Douglas Ruas é nome forte do bolsonarismo.
Por Nelson Lopes
Vieram de Brasília as coordenadas que estabeleceram a chapa da direita para as eleições deste ano no Rio. Douglas Ruas será o candidato do bolsonarismo, devidamente chancelado por Flávio Bolsonaro. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, do PP, será o vice. Prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, do União Brasil, será candidato ao Senado ao lado do governador Cláudio Castro.
Com isso, o bolsonarismo consolida palanques na Baixada e no interior do estado, e fisga PP e União Brasil. Os apoios estavam sendo cobiçados por Eduardo Paes. Bolsonaro, mesmo preso, porém, ordenou que Flávio se apressasse em fechar as coligações necessárias.
O senador Carlos Portinho, do PL, que queria ser candidato à reeleição, divulgou um comunicado inconformado com o fato de ter sido preterido por Canella. Os bolsonaristas dizem reconhecer o trabalho dele e o querem para a Câmara, mas Portinho diz que não será candidato a deputado.
Ele deve procurar um novo partido. O destino mais provável é o NOVO, onde poderia ser candidato ao Senado. O mote dele deve ser o de lembrar a cada inserção, mesmo fora do PL, que foi líder de Bolsonaro no Congresso e que é verdadeiramente alinhado ao ex-presidente.
O delegado Felipe Curi é a vedete dessas eleições. Em Brasília, o nome dele é citado no PL para ser candidato a deputado federal e consultor na área de segurança da campanha de Douglas Ruas. Fatalmente, ele será convidado para secretário de segurança, caso ambos sejam eleitos.
Mas, também há convite do PP, onde seria o principal quadro do partido na área de segurança na Câmara. O NOVO é outro partido que o corteja, com a promessa de ocupar ainda uma posição de prestígio na Executiva Nacional.
Pois é.. Apesar de definida a chapa que concorrerá em outubro, o martelo ainda não foi batido sobre o mandato-tampão para o Palácio Guanabara, que sera cumprido a partir do momento em que Castro renunciar para concorrer ao Senado. O PL vai fazer pesquisas para saber se vale a pena colocar Douglas Ruas nesta função. Se por um lado ele passaria a ser mais conhecido pelo eleitorado, por outro também pode se desgastar na cadeira.
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