O festival da maturidade teve muita música MPB
Roberto Carlos, Alcione, Chico Buarque e Ângela Maria, ícones da MPB, foram os homenageados pelo IV Festival de Música da Maturidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A festa, promovida pela Prefeitura Municipal na última quarta-feira (26) no Clube da Terceira Idade, reuniu os idosos que participam das aulas de violão e canto coral, oferecido pelo espaço.
A edição do Festival da Maturidade deste ano contou com 19 apresentações com clássicos de grandes nomes da MPB. A abertura do evento ficou por conta de Maria José Ferreira, de 75 anos, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) aos 49 anos. “Comecei a frequentar a Terceira Idade assim que completei 60 anos e foi um divisor de águas para mim. Aqui me sinto renovada, pois eu vivi plenamente até o AVC”, desabafa Maria José.
Para a subsecretária de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Rosilani Tavares, atividades voltadas para socialização e interatividade de idosos são muito importantes para a qualidade de vida.
“Temos aulas de violão e canto coral, onde muitos realizam o sonho de uma vida que, por conta de seus afazeres, trabalho e filhos, não tinham oportunidade de realizar. Aqui eles fazem amizade, interagem, se divertem, compartilham suas experiências e isso faz muito bem aos nossos idosos. É isso que queremos, que eles tenham longevidade, mas longevidade com qualidade. Esse festival é só um exemplo desse trabalho”, afirma.
Compositor e cantor, José Barreto, 82 anos, conta com satisfação o bem que faz participar das atividades do Festival da Maturidade do Clube da Terceira Idade para a sua saúde mental e física. “Eu canto e tenho sete músicas compostas. Estar aqui me faz muito bem, me sinto vivo e útil”.
Os alunos foram orientados ao longo de dois meses pelo professor de música Luiz Fernando Rocha. Ele explica que a proposta do festival de MPB é que os alunos das aulas de violão e de canto coral possam fazer apresentações individuais ou em grupo para mostrarem seus talentos.
“O prazer de tocar um instrumento, de cantar e de fazer arte, ajuda o idoso a desenvolver a sua sensibilidade, a sua criatividade, a sua cosmovisão, colocando-o em contato com outras formas de pensar e ver o mundo, aumentando o seu autoconhecimento e sua autoestima. Temos tudo isso em mente nos projetos musicais que desenvolvemos no Clube da Terceira Idade”, conclui.
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