Campos tem posto de recolhimento de embalagens de defensivos na zona rural. (Foto: Andresa Alcoforado)
Há duas décadas, Campos dos Goytacazes conta com uma estrutura voltada exclusivamente para a coleta de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Localizado na comunidade de Ribeiro do Amaro, o posto de recebimento é administrado pela Associação dos Revendedores de Insumos do Norte Fluminense (ASSINF) e atende agricultores do próprio município e de cidades vizinhas como São Francisco de Itabapoana e São João da Barra, além de outras do Norte e Noroeste Fluminense.
Desde 2005, o espaço recolhe, em média, 23 mil quilos de embalagens por ano. Após o recebimento, é feita a triagem do material, que é posteriormente enviado a centrais de processamento localizadas nos estados do Espírito Santo e São Paulo. A prática segue as diretrizes da política nacional de logística reversa, prevista em lei, que determina a devolução obrigatória das embalagens no prazo máximo de um ano após a compra. O não cumprimento da exigência pode impedir o produtor rural de adquirir novos defensivos.
Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Infraestrutura Rural de Campos, Almy Júnior, a iniciativa representa um passo importante para uma agropecuária mais sustentável. “Temos uma unidade que garante o cumprimento da legislação e contribui para a preservação ambiental. Além disso, os produtores estão cada vez mais conscientes da importância do descarte correto”, afirmou.
O secretário destaca ainda ações educativas voltadas para filhos de agricultores em escolas da zona rural e campanhas periódicas para reforçar o hábito da devolução correta das embalagens. “A sustentabilidade começa no manejo, passa pela aplicação e termina no descarte”, frisou.
Carlos Frederico Menezes, presidente da ASSINF, ressalta os riscos do descarte irregular. “Essas embalagens podem conter resíduos até cem vezes mais concentrados do que na aplicação, oferecendo perigo para operadores, pessoas e animais. Por isso, nosso papel no início da cadeia é tão fundamental”, explica.
A existência do posto e a adesão crescente dos produtores mostram como políticas públicas e responsabilidade do setor produtivo podem caminhar juntas em favor da saúde coletiva e da preservação ambiental.
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