Para 59% dos lojistas entrevistados o preço médio dos presentes por pessoa deve ser de R$ 250,00
A poucas semanas para o Natal – a maior data comemorativa para o comércio, responsável por cerca de um terço do faturamento anual do setor -, os lojistas da capital fluminense estimam um aumento de 5% nas vendas. É o que mostra a pesquisa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que ouviu 350 lojistas da cidade do Rio de Janeiro para conhecer a expectativa para o Natal.
A pesquisa mostra que para estimular os consumidores os comerciantes estão fazendo promoções, descontos, planos de pagamentos facilitados, kits promocionais, liquidações, brindes, sorteios, lançaram novos produtos e aumentaram a variedade de mercadorias. Eles acreditam que os presentes mais vendidos no Natal serão roupas, calçados, brinquedos, bolsas e acessórios, celulares, perfumaria/beleza e bijuterias.
Para 59% dos lojistas entrevistados o preço médio dos presentes por pessoa deve ser de R$ 250,00 e que os clientes deverão utilizar o cartão de crédito como forma de pagamento, seguido pelo cartão à vista, Pix, dinheiro e a prazo. Para aumentar as vendas, 60% dos entrevistados disseram que pretendem abrir as lojas aos domingos no mês de dezembro e estender o horário de atendimento. Para isso, 68% dos lojistas de rua pretendem aumentar a segurança com equipes de apoio e melhorar o monitoramento com câmeras.
De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio, e do SindilojasRio, a estimativa de vendas para o Natal é reflexo do clima que a data inspira, embora todas as datas comemorativas que o antecederam não atingiram a expectativa de crescimento estimada pelo comércio.
“É o ambiente econômico quem dita o comportamento do consumidor. É a economia em desenvolvimento harmonioso que sustenta os ciclos de produção, emprego, consumo e progresso social. Não se conhece fórmula diferente”, diz Aldo.
No fim de outubro, o CDLRio e o SindilojasRio divulgaram estimativa de oportunidade de trabalho temporário para 12 mil pessoas, baseado em levantamento com 300 empresas dos setores de confecções e moda infantil, calçados, joias e bijuterias, óticas, eletroeletrônicos, papelarias, móveis e brinquedos.
Já a a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê a contratação de 109,4 mil trabalhadores temporários no país para dar conta do aumento previsto para as vendas no varejo relativas ao Natal, estimado em 2,1%. Essa deve ser a maior oferta de trabalho temporário em 9 anos, quando, em 2013, foram abertos 115,5 mil postos.
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