Capital

Sindistal debate Mercado Livre de Energia

O Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulica e Sanitárias do Estado do Rio de Janeiro (Sindistal) reuniu, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), na capital fluminense, especialistas, executivos e líderes do mercado para discutir e apresentar as oportunidades e desafios que o Mercado Livre de Energia oferece para o setor industrial, com foco no Grupo A (consumidores de alta tensão).

A partir da observação da Firjan e do Sindistal sobre as dúvidas e as demandas dos consumidores industriais, um grupo de trabalho elaborou uma cartilha, divulgada no evento, com informações para a tomada de decisão.

“Queremos que a mensagem de hoje chegue a maior parte das indústrias. Contem com o Sindistal para estudar a melhor maneira de usar esse insumo, de forma inteligente. O caminho é árduo, mas nossas empresas associadas são as melhores do Brasil”, afirmou Evandro de Freitas Júnior, presidente do Sindicato. 

“O Mercado Livre de Energia, na Europa, já é acessível até para o consumidor residencial, enquanto no Brasil engloba 38% do consumo, graças às grandes empresas. Agora é preciso ampliar a participação das indústrias de menor porte, dos comércios e das residências, para diminuir ainda mais o preço desse insumo. Daí a urgência na aprovação do Projeto de Lei nº 414, que moderniza o setor e regula diversos aspectos, trazendo mais segurança aos investimentos”, enfatizou Carlos Fernando Gross, 1º vice-presidente da Firjan CIRJ.

Diretor do Sindistal fala sobre demandas do consumidor

Esse mercado, acessível aos consumidores do Grupo A desde janeiro de 2024, oferece a possibilidade de o consumidor escolher de quem vai comprar sua energia, negociar prazos, tipo de energia e preço. “Nosso objetivo com o encontro foi atender uma demanda das empresas de acessarem o mercado livre, que traz muita oportunidade, mas também muitas dúvidas. Os empresários têm insegurança na hora de fazer essa migração de mercado”, explica Boechat, diretor executivo do Sindistal.
 
Tatiana Lauria, especialista de Estudos Econômicos da Firjan, apresentou a cartilha, feita pelo Sindistal e empresas do setor. Ela é dividida em 14 passos que mostram resumidamente como uma indústria pode fazer para migrar para o mercado livre: “Como o Brasil já tem 85% de capacidade instalada de geração a partir de fontes renováveis de energia, nossa transição se caracteriza muito mais por  mudanças na comercialização, como a ampliação do  Mercado Livre, que é uma oportunidade para o consumidor ter acesso à energia mais barata e com prazos adequados a sua produção. É preciso agora ajudar ao consumidor a entender os contratos desse mercado”.
 
“No mercado livre, o consumidor continua sendo cliente da distribuidora, que passa a dividi-lo com a comercializadora. Estamos digitalizando os processos para fazer a transição para esse novo modelo. O consumidor está mudando e a comunicação também precisa ser adaptada para tirar as dúvidas”, esclareceu Laís Tovar, superintendente de Experiência com o Cliente da Light, em bate-papo durante o evento.
 
Tatiana também ressaltou a importância de qualificar a mão-de-obra para essas novas instalações de energia e pontuou que a Firjan SENAI tem vários cursos de instaladores e de aerogeradores adaptados para esse novo cenário.
 
O evento contou a ainda com a participação de seis empresas associadas que apresentaram seus serviços e também fizeram o atendimento individual aos empresários interessados em tirar dúvidas. Entre elas a Sistab Energia, presidida por Felipe Meier, que é também presidente do Sindicato da Indústria Eletrônica, de Informática, de Telecomunicações, de Produção de Software, de Produção de Hardware, de Produção de Produtos Eletroeletrônicos e Componentes no Estado do Rio de Janeiro (Sinditec) e do Conselho Empresarial de Competitividade da Firjan.

Há 36 anos, a Sistab atua na área de informática e há um ano entrou para o segmento de mercado livre de energia e de solar. “Temos dado apoio a clientes que sofrem com problemas nos contratos”, contou Meier. Participaram ainda desse painel, diretores e presidentes do Grupo Quanta, Sinergia, Tyr Energia, Genial Energy e Sage.


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