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O caso Larissa Manoela e as holdings familiares

De questão familiar à pauta de repercussão nacional. O caso da atriz global Larissa Manoela, que abdicou de seu patrimônio sob controle de seus pais, chama atenção para o conceito de holdings familiares. Afinal, o que essa modalidade possibilita?

Essa estratégia de gestão patrimonial tem se destacado como uma alternativa para proteger
e otimizar os recursos familiares. “Uma holding separa o patrimônio pessoal do empresarial, o que reduz os riscos em caso de divergências ou dívidas. O maior benefício são as oportunidades para otimizar a carga tributária, economizando recursos financeiros. Mas ela facilita a administração dos
negócios, permitindo uma visão global e tomadas de decisão mais eficientes”, explica Samir
Nehme, presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio (CRC-RJ).

É preciso ressaltar que a formação e manutenção de uma holding demanda a contratação de profissionais da Contabilidade, assessoria jurídica e taxas legais. “Ainda assim, a redução da carga tributária absorve as despesas e ainda entrega uma margem de ganho significativa”, orienta.

Blindagem patrimonial

A holding tem sido utilizada como uma forma de proteção patrimonial dos sócios. Isto porque, concentradas todas as ações ou quotas na holding, mantém-se a unidade de participação societária, o que evita que a fragmentação entre herdeiros, por exemplo, afaste o controle que a família exerceu, até então, sobre a sociedade.

“A holding é uma estratégia lícita para manter a participação familiar e definir as participações unitárias. Isso, é claro, demanda que todas as partes estejam cientes das condições”, explica o especialista.

Caso de família como o de Larissa Manoela

As holdings são utilizadas principalmente para facilitar a transição de gerações, no planejamento sucessório. No Brasil, 90% das empresas têm perfil familiar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As empresas familiares respondem por mais da metade do PIB e empregam 75% da mão de obra no País.

Apesar de serem maioria no país, a cultura do planejamento sucessório ainda não é bem aplicada. Ainda de acordo com o IBGE, 70% das empresas fecham as portas quando o fundador deixa de ser o administrador principal.

“Esse dado indica um problema frequente que atinge a saúde das empresas familiares. A opção pelas holdings é uma garantia de continuidade do negócio. E facilita, inclusive, a entrada de investidores externos, impulsionando o crescimento”, aponta Samir Nehme.

“A centralização da administração do patrimônio familiar também pode resultar em decisões mais burocráticas, por isso é imprescindível uma avaliação das metas e do perfil familiar, além de que todos estejam de acordo com percentuais de participação”, orienta o especialista.


A Coluna Conexão Contábil é produzida com material enviado pelo Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro.

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