Por Nelson Lopes
O governador do Rio, Claudio Castro (PL), esteve em Brasília nesta semana, onde articulou a derrubada dos vetos de Lula ao Propag, projeto que cria bases mais palatáveis para o pagamento das dívidas dos Estados. Castro esteve, por exemplo, com o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para assegurar que não haveria judicialização do caso. Ele também esteve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, para assegurar a votação nesta quinta-feira.
Prova da sua capacidade de articulação foi a reunião com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o que abriu os caminhos para a vitoria de Castro no Congresso sobre o governo.
O que foi vetado?
Lula vetou uma regra que permitia aos estados manterem os benefícios do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) — na qual o Rio de Janeiro, por exemplo, está enquadrado —, mesmo dentro do Propag. Também caiu o veto artigo que permitia aos estados usarem verbas do novo Fundo de Desenvolvimento Regional (FNDR), criado com a Reforma Tributária, para abatimento dos juros.
Flávio e a suspensão dos salários de Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro se resignar diante da decisão do PL de cortar os salários e as atividades partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro, devido à perda dos direitos políticos decretada pelo Supremo Tribunal Federal.
“É a lei, não tem jeito. Se não fizéssemos isso, Alexandre de Moraes iria sancionar o PL”, afirmou.
Lindinho on fire!
Lindbergh Farias, o líder do PT na Câmara, voltou a centrar fogo no presidente da Casa, Hugo Motta. A relação entre eles, que já estava desgastada, sofreu um novo baque, diante da resistência de Motta em causar o mandato de Alexandre Ramagem, conforme decretou Alexandre de Moraes.
“Ele não tem que consultar o jurídico da Câmara, não tem que questionar nada. Daqui a pouco a Câmara terá a bancada dos foragidos, se continuarmos nesta toada”.
Isso ainda vai dar pano para manga…
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