Categorias: Meio Ambiente

Catálogo da Vida do Brasil, com apoio da Faperj, já catalogou 133 mil espécies de animais

A rica natureza brasileira catalogada. Este é a missão do estudo Catálogo da Vida no Brasil, iniciado há 15 anos e coordenada pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, parque na Zona Sul da capital, com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

São mais de 183 mil espécies de animais, plantas e fungos brasileiros listados no projeto que conta com a colaboração de mais de dois mil taxonomistas e investimento de mais de R$ 3 milhões da Faperj.

O estudo Catálogo da Vida do Brasil, sem previsão de término, já é considerado um dos maiores e mais completos levantamentos sobre a fauna, flora e funga do Brasil. De acordo com Rafaela Campostrini Forzza, coordenadora do projeto, o levantamento indica que o Brasil possui mais de 50 mil espécies de plantas e fungos, além de 133 mil espécies de animais já conhecidas pela ciência. Novas espécies são catalogadas diariamente.

O Catálogo da Vida do Brasil foi validado por especialistas do mundo todo e em breve poderá ser oficialmente reconhecido pelo Ministério do Meio Ambiente como a única e oficial lista do país. “Temos a expertise dos taxonomistas, o know-how da Coppe da UFRJ na área de sistemas e dados, e com a autarquia do Ministério do Meio Ambiente, concluímos que concentrar todos os dados em nossa base seria positivo”, explica Rafaela.

Catálogo da Vida do Brasil é estudo raro

O projeto Catálogo da Vida do Brasil é considerado um dos poucos catálogos existentes no mundo e a sua conclusão reunirá todas as espécies de seres vivos do território nacional, incluindo animais domésticos e de interesse agropecuário. A expectativa é de que, com acesso livre para consulta, o catálogo oferecerá informações precisas e confiáveis.

Além disso, os especialistas esperam que o “Catálogo da Vida do Brasil” ajude a nortear políticas públicas de conservação ambiental e identificar as áreas prioritárias para a preservação da biodiversidade do país.  Segundo o professor do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná, Walter Boeger, o reconhecimento do catálogo pelo Ministério do Meio Ambiente também abrirá oportunidades para novos financiamentos no âmbito federal.

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