O estudo focou em uma relação intrigante entre ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) e os comportamentos relacionados ao autismo em 200 crianças.
Por Professor João Lucas Lima*
Uma nova pesquisa da Universidade de Fukui pode estar prestes a mudar tudo o que sabemos sobre as causas do autismo. Ao analisar amostras de sangue do cordão umbilical, cientistas encontraram pistas que podem não apenas ajudar a prever o Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas talvez até mesmo prevenir seu desenvolvimento nas crianças. Você já parou para pensar na importância dessa descoberta?
O estudo focou em uma relação intrigante entre ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) e os comportamentos relacionados ao autismo em 200 crianças. Os pesquisadores identificaram um composto chamado diHETrE, que parece ter um impacto significativo na gravidade dos sintomas do TEA. Imagine poder prever, logo após o nascimento, se uma criança estará em risco de desenvolver autismo!
Os resultados são impressionantes. Os cientistas descobriram que níveis elevados de diHETrE estão associados a dificuldades nas interações sociais, enquanto níveis baixos desse composto estão ligados a comportamentos repetitivos e restritivos. E o mais curioso? Essa relação se mostrou mais forte em meninas do que em meninos, o que pode abrir novas discussões sobre como o autismo se manifesta de maneiras diferentes em gêneros diferentes.
As amostras de sangue foram coletadas logo após o nascimento e, aos 6 anos, as mães avaliaram os sintomas de TEA nas crianças. A partir desses dados, os pesquisadores sugerem que medir os níveis de diHETrE ao nascer pode ser uma ferramenta valiosa para prever o risco de desenvolvimento de TEA. Já pensou no impacto disso na vida de tantas famílias?
Além disso, os cientistas acreditam que inibir o metabolismo do diHETrE durante a gravidez pode ser um caminho promissor para prevenir os traços de TEA. Claro, ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar essas descobertas, mas a expectativa é grande. Este estudo foi publicado na respeitada revista Psychiatry and Clinical Neurosciences, o que destaca sua importância e rigor científico.
Se você ficou curioso sobre o futuro do autismo e as possibilidades que essa pesquisa traz, não deixe de acompanhar as próximas notícias. A ciência continua avançando, e cada descoberta pode fazer a diferença na vida de muitas crianças e suas famílias. O que será que vem a seguir?
Ao discutirmos descobertas científicas, especialmente em áreas complexas como o autismo, é fundamental proceder com cautela.
Além disso, a ciência é um campo em constante evolução, e novas descobertas podem mudar nossa compreensão atual. Portanto, é necessário evitar a divulgação precipitada de resultados como se fossem definitivos. O autismo é uma condição complexa, influenciada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, e a pesquisa sobre suas causas ainda está em andamento. De acordo com estudos, cerca de 97% a 99% das causas do autismo são consideradas genéticas, e apenas 1% a 3% são atribuídas a fatores ambientais, que ainda são controversos.
Professor João Lucas Lima é mestre, especialista em autismo e CEO do Instituto Neurodiversidade
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