Capital

Comércio do Rio deve abrir 8 mil vagas temporárias no fim do ano

O comércio lojista da cidade do Rio de Janeiro deverá contratar cerca de oito mil empregados temporários para o período das festas de fim de ano e do verão — um número inferior às dez mil vagas abertas em 2024. Os dados são de uma pesquisa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que ouviu 250 empresas de diferentes setores, como confecções, calçados, joias, eletroeletrônicos, móveis e brinquedos.

Segundo o levantamento, 45% das empresas pretendem contratar funcionários temporários, enquanto 35% ainda estão indecisas. Outras 12% afirmaram que não contratarão e 8% planejam recorrer a horas extras se houver necessidade. A maioria das contratações (60%) deve ocorrer a partir de novembro, e o restante (40%) em dezembro.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio, a expectativa de vendas para o Natal — data que representa cerca de 30% do faturamento anual do setor — mantém o otimismo moderado do comércio. “Além do Natal, as festas de fim de ano antecedem o verão, a estação mais importante para a economia carioca, quando a cidade recebe um grande número de turistas. A combinação desses fatores motivou a estimativa de contratação de temporários”, afirmou.

Movimento das contratações no comércio do Rio

O dirigente destacou ainda que o movimento de contratações indica uma possível alta de até 4% no faturamento de novembro e dezembro. “Por outro lado, o ritmo da economia diminuiu em relação ao ano passado. O consumidor está mais cauteloso e os custos operacionais aumentaram”, completou Gonçalves.

A pesquisa também mostrou o perfil das vagas: 65% devem ser para o primeiro emprego, e a faixa etária predominante é entre 18 e 35 anos. As funções mais demandadas serão vendedores (55%), operadores de caixa (15%), estoquistas (12%), supervisores (7%), auxiliares de vendas (5%), auxiliares de estoque (4%) e montadores, entregadores e ajudantes (2%).

Sobre a possibilidade de efetivação após o período temporário, 45% dos empresários afirmaram que não pretendem manter os contratados, 15% disseram que sim e 40% condicionaram a decisão ao desempenho das vendas e à recuperação da economia.


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