O presidente do CREA-RJ, engenheiro Miguel Fernández, na abertura do CREA AQUI. Crédito: Divulgação
O Pier Mauá, no Centro da capital fluminense, sediou nesta quinta-feira (19), o CREA AQUI 2026, evento promovido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) que reuniu especialistas do setor. O ponto alto do evento foi o anúncio da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) inteligente e a divulgação de números que mostra a potência do estado do Rio no setor de obras.
“A gente já sabe, por exemplo, que só nestes dois meses e meio iniciais do ano quase R$ 40 bilhões foram contratados no estado do Rio de Janeiro em obras e serviços em uma dinâmica que mostra que municípios começam a ganhar pujança, pois a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é o primeiro documento gerado quando o contrato inicia”, anunciou o presidente da entidade, Miguel Fernández.
O documento anunciado nesta quinta-feira promete transformar a fiscalização e aprimorar o combate a irregularidades no setor. A ferramenta utiliza georreferenciamento e parametrização para fazer um mapeamento detalhado dos projetos realizados no estado do Rio.
“Esse documento congrega informações brutas de modo que você tenha parametrização do que está sendo realizado, uma relação entre contratado e contratante identificada e um georreferenciamento dos serviços realizados”, conta Fernández.
“Com isso nós começamos a levantar informação de grande valor no mercado para a população e para os tomadores de decisão, como prefeitos, governador e secretários”, completa.
Mediado pelo jornalista Sidney Rezende, o primeiro painel do evento reuniu lideranças do sistema Confea/Crea, da academia e de entidades de classe para discutir o papel da engenharia no fortalecimento da economia fluminense. Participaram o presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández; o presidente do Confea, Vinícius Marchese; o presidente do Clube de Engenharia, Francis Bogossian; o presidente da Abdan, Celso Cunha; e a diretora da Coppe/UFRJ, Suzana Kahn — todos engenheiros.
Em entrevista ao CONEXÃO FLUMINENSE, Francis Bogossian alertou para a falta de investimentos no setor e o impacto direto na formação de novos profissionais. “Não há desenvolvimento sem engenharia. O Rio de Janeiro está praticamente parado. Temos na Prefeitura e na capital do Rio, um prefeito que tem tocado esse desenvolvimento, mas o estado como um todo está paralisado. Os engenheiros estão se desempregando e o que é pior o jovem está desistindo da carreira de engenharia. Quando o desenvolvimento for retomando, vai faltar engenheiro”, diz, preocupado.
Sobre o desenvolvimento estar “paralisado” pelo estado, Bogossian vai além: “O dinheiro liberado pelo presidente Lula aqui no Teatro Municipal há algum tempo, mostra isso. Porque os deputados e senadores estão levando esse dinheiro para os interesses pessoais e não da população brasileira. Temos que pensar nas eleições e tirar esse pessoal e votar consciente. É bom frisar que a engenharia não é só importante para se empregar o dinheiro, mas para gerar dar trabalho a mão de obra das pessoas que estão desempregadas e nem sempre são especializadas. Até o analfabeto é empregado. Na minha empresa, muitas pessoas acabaram se tornando engenheiros porque demos degraus para eles subirem na vida”, afirmou.
Suzana Kahn destacou a importância do evento ao ampliar a percepção sobre o papel da engenharia. “É essencial mostrar, especialmente aos jovens, que a engenharia vai muito além das obras de infraestrutura. Ela abre caminhos em diversas áreas e é fundamental para o desenvolvimento do Rio de Janeiro”, disse.
Para Sidney Rezende, a forte presença de público reforça o interesse pelo tema. “O evento mostra que o Rio precisa atrair investimentos e parcerias para gerar empregos e fortalecer áreas como tecnologia e engenharia. A união do setor é fundamental”, avaliou.
Encerrando o painel, Vinícius Marchese apresentou a plataforma Infrabr, que reúne indicadores de desenvolvimento dos 27 estados e orienta investimentos em infraestrutura. “Precisamos de uma política consistente, que ultrapasse governos e mandatos”, concluiu.
Já no segundo painel, o foco foi o avanço da produção de queijos e vinhos no interior fluminense, um segmento que vem registrando resultados econômicos expressivos. Moderado pelo secretário estadual de Agricultura, Felipe Brasil, o debate “Agronomia em Sabores – Ciência que se Degusta” destacou o papel da tecnologia, da pesquisa e das parcerias na consolidação de produtos de alta qualidade.
“Esse resultado é fruto de cooperação técnica, investimento em inovação e trabalho de divulgação, que fortalecem a identidade dos produtos fluminenses”, afirmou o secretário.
Quer receber esta e outras notícias diretamente no seu Whatsapp? Entre no nosso canal. Clique aqui.
O município de Mangaratiba recebe, entre os dias 24 e 27 de março, uma programação…
O Governo do Brasil realiza neste sábado (21) e domingo (22) o maior mutirão já…
A Prefeitura de Niterói, por meio da Neltur, abriu inscrições para o programa “Elas no…
A cidade de Itaperuna, no Norte Fluminense, realizou nesta quinta-feira (19), feriado de Dia de…
Estão abertas as inscrições para duas novas turmas da Escola Carioca de Turismo, iniciativa da…
Em celebração ao Dia Mundial da Água, o Projeto SIG@S Maricás, em parceria com a…