Lula e QuaQuá, coordenador da campanha petista no Rio.
Por Nelson Lopes
Dentro do PT, o ato de Lula com artistas no Rio, na próxima quarta-feira, passou a ser alvo de questionamentos sobre seu impacto eleitoral. Washington Quaquá, vice-presidente nacional do partido e coordenador da campanha de Lula no estado, por exemplo, criticou a estratégia e afirmou que a iniciativa não acrescentaria votos ao presidente. Ele diz que o momento era de acenar aos evangélicos, por exemplo.
O questionamento ocorre justamente quando a campanha busca ampliar a mobilização em torno de Lula entre diferentes segmentos do eleitorado. O ato, previsto para a Fundição Progresso, conta com a participação de nomes de destaque da cultura, enquanto outros eventos recentes já reuniram artistas em apoio à candidatura à reeleição. No Rio, porém, a avaliação de Quaquá é que a campanha precisa concentrar esforços em outras frentes para ampliar sua presença eleitoral no estado.
Pode soar inusitado, mas a campanha de Douglas Ruas (PL) não trabalha pela saída de Anthony Garotinho (Republicanos) da disputa pelo governo do Rio, apesar da decisão da Justiça Eleitoral que indeferiu o registro da candidatura do ex-governador. Garotinho pretende recorrer da decisão e se manter no páreo enquanto o processo tramita nas instâncias superiores. É que a permanência de Garotinho interessa à estratégia eleitoral de Ruas porque o ex-governador tem Eduardo Paes (PSD) como um de seus principais alvos.
As críticas de Garotinho ao prefeito mantêm o adversário de Ruas sob pressão em uma disputa que entrou na reta final. A decisão, tomada por unanimidade, foi baseada em uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa, com dano ao erário e enriquecimento ilícito de terceiros, que resultou na suspensão dos direitos políticos de Garotinho por oito anos. O TRE-RJ entendeu que a condenação também configura causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
Enquanto o recurso não é julgado, o ex-governador segue no páreo e é provável que seu nome conste nas urnas…
A campanha de Flávio já bateu o martelo e ele ficará no Sudeste na semana que antecede o primeiro turno das eleições deste ano. Com os esforços voltados para Rio, São Paulo e Minas Gerais, o primogênito de Jair Bolsonaro deve ter ao menos duas datas em seu colégio eleitoral.
Isto interessa (e muito!) a Douglas Ruas, Carlos Jordy e Carlos Portinho.
O crescimento de Pedro Paulo nas pesquisas de intenção de votos para o Senado deve vir acompanhado de ataques apócrifos nas redes sociais, avaliam aliados do deputado. Despontando em segundo lugar nas pesquisas e deixando os nomes do PL para trás, é possível que as acusações por agressão à ex-esposa voltem à tona.
A campanha do aliado de Eduardo Paes se prepara para responder aos ataques que não devem partir dos adversários, mas sim de perfis nas redes sociais.
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