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Escolas encantam público no primeiro dia do Grupo Especial no carnaval do Rio

O primeiro dia do desfile das escolas de samba do Grupo Especial encantou o público que esteve no Sambódromo no carnaval do Rio de Janeiro. Entre as escolas que mais se destacaram foram a Grande Rio, com um grandioso desfile, e a Imperatriz Leopoldinense.

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12 de fevereiro de 2024
Matheus Gagliano
Escolas encantam público no primeiro dia do Grupo Especial no carnaval do Rio
Imperatriz encerrou primeiro dia do Grupo Especial com homenagem ao povo cigano. Foto: Rafael Catarcione / Prefeitura do Rio

O primeiro dia do desfile das escolas de samba do Grupo Especial encantou o público que esteve no Sambódromo no carnaval do Rio de Janeiro. Entre as escolas que mais se destacaram foram a Grande Rio, com um grandioso desfile, e a Imperatriz Leopoldinense.

A primeira fez uma combinação de luzes com a própria passarela do samba, mas sofreu com problemas na última alegoria. Já a escola de Ramos, atual campeã, fez um desfile considerado impecável e corre em busca do segundo título seguido, já que venceu no ano passado.

Confira abaixo alguns dos melhores momentos do Grupo Especial

Na noite deste domingo, seis escolas desfilaram no primeiro dia na capital fluminense. Nesta segunda-feira (12), a partir das 22 horas, mais seis agremiações entram na avenida: Mocidade, Portela, Vila Isabel, Mangueira, Tuiuti e Viradouro.

Porto da Pedra

Após um hiato de 12 anos, a agremiação de São Gonçalo retornou ao Grupo Especial com uma apresentação digna de escola de elite. O tradicional tigre no carro abre alas mostrou a que veio. Porém, a escola teve problemas na última alegoria, que precisou retirar uma parte das laterais para conseguir entrar. E isso causou problemas na harmonia, já que os últimos componentes precisaram correr para não estourar o tempo limite. A escola inovou no enredo, com o tema “Lunário Perpétuo – A profética do saber popular”. Trata-se de um livro esotérico que prometia trazer previsões diversas, desde o tempo até ocorrências climáticas e foi o livro mais lido no Nordeste durante dois séculos.

Beija-Flor

A escola de Nilópolis, na Baixada Fluminense, veio com o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, que contava a história de Maceió, em Alagoas, por meio de Rás, um descendente de escravos que contava ser de uma linhagem de reis da Etiópia e que marcou época na capital alagoana, criando um bloco de carnaval por lá. No mais, a agremiação trouxe sua marca registrada, que foi a exuberância das alegorias e fantasias e marcou os 35 anos de avenida da porta-bandeira, Selminha Sorriso. Porém, a escola teve problemas em uma das alegorias, que emperrou e causou a abertura de um buraco no desfile, comprometendo a harmonia.

Salgueiro

A vermelho e branca da Tijuca fez uma homenagem ao povo indígena Yanomami e na pouco antes do desfile, enquanto esquentava os tamborins, o puxador atual fez uma homenagem ao seu antecessor, Quinho, um dos grandes nomes da escola que faleceu em janeiro deste ano, ao puxar um trecho do samba enredo campeão de 1993. Com alegorias um pouco menores do que nos anos anteriores, a escola, com um samba-enredo que agradou ao público. No entanto, a parte negativa ficou por conta da mensagem passada pelos adereços e fantasias, que expressaram com pouca clareza a história dos povos originários.

Grande Rio

A agremiação de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, fez um desfile considerado impecável, no qual conseguiu fazer harmonia entre os tons fosforescentes de algumas fantasias com a própria iluminação da avenida. Trouxe para o Sambódromo enredo inspirado na obra “Meu destino é ser onça”, do escritor Alberto Mussa. Contou a história do povo Tupinambá e o questão visual foi o grande destaque da noite. A comissão de frente arrebentou, com fantasias fosforescentes, que davam um grande visual na avenida. Vai ser uma das favoritas.

Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca foi a penúltima a se apresentar no primeiro dia, já na madrugada desta segunda-feira (12) e fez uma homenagem ao povo português, contanto histórias e mitos da “Terrinha”. Porém, o desfile, considerado de altos e baixos, não parece ter agradado muito ao público. O melhor momento foi a apresentação da bateria que, como sempre, fez um grande papel, apesar do samba-enredo não ter sido um dos melhores

Imperatriz

Finalizando o primeiro dia, a Imperatriz, atual campeã veio para mostrar que pretende brigar por mais um título. Fazendo referências ao povo cigano, a escola de Ramos trouxe fantasias de grande acabamento e alegorias grandiosas que permitiram uma boa leitura da escola para o público. O enredo foi “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda” e levantou o público com uma apresentação de primeira.


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