Baixada Fluminense

Estado destaca investimentos em oncologia durante evento no Inca

Os investimentos do Governo do Estado do Rio de Janeiro em oncologia foram destaque na cerimônia do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrada na última terça-feira (4), no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio. A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, participou do evento que marcou o lançamento da publicação “Estimativa 2026–2028: incidência de câncer no Brasil”, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O estudo do Inca é considerado referência para o planejamento de políticas públicas voltadas à prevenção, ao diagnóstico precoce e à atenção oncológica no país. Durante a solenidade, o ministro elogiou o primeiro hospital oncológico da rede estadual e destacou a implantação do Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, em Nova Iguaçu, que contará com apoio do Ministério da Saúde.

Segundo Padilha, o enfrentamento ao câncer vai além do tratamento e envolve ações integradas de prevenção, diagnóstico precoce e atuação dos profissionais de saúde junto às comunidades. Dados do Inca apontam que o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, com maior incidência, no Sul e Sudeste, de tumores associados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral.

Descentralização e modernização do atendimento oncológico no Estado

A inauguração do Hospital Onco Baixada tem como objetivo descentralizar e modernizar o atendimento oncológico no Estado. Quando estiver em pleno funcionamento, a unidade terá capacidade para realizar cerca de 5 mil consultas ambulatoriais por mês, além de 800 sessões de quimioterapia, 200 de radioterapia e 300 cirurgias mensais.

De acordo com a secretária Claudia Mello, o projeto prevê um centro de alta complexidade com quimioterapia moderna e, em uma segunda fase, a incorporação de tecnologias como radioterapia e exames PET-CT. Ela também ressaltou a importância da integração entre os diferentes órgãos da saúde pública para fortalecer a assistência oncológica e melhorar a qualidade de vida da população fluminense.

A publicação do Inca indica ainda que o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres, com estimativa de 78.610 novos casos por ano, enquanto o câncer de próstata lidera entre os homens, com 77.920 casos anuais. Ambos representam cerca de 30% dos diagnósticos em seus respectivos grupos. O documento também alerta para o crescimento dos casos de câncer de cólon e reto e destaca o câncer de pele como o mais frequente no país, com cerca de 518 mil novos casos anuais. Atualmente, o câncer é a principal causa de adoecimento e morte no Brasil.


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