O presidente da Asserj, Fábio Queiróz, discursa durante a abertura da Super Rio Expo Food. Crédito: Reprodução IG SRE.
A retomada dos grandes eventos de negócios do estado do Rio de Janeiro não poderia ser melhor. A Super Rio Expo Food superou as expectativas que já eram grandes e transformou o RioCentro, na Zona Oeste da capital fluminense, em um verdadeiro universo particular de negócios voltados para o setor de supermercados.
De palestras sobre tendências de consumo e estratégias de vendas a debates sobre comércio exterior e parcerias e oportunidades internacionais, no novíssimo espaço IMEX Trade, sem deixar de lado temas como redes sociais e o tão falado metaverso e sua relação com o mundo supermercadista, foram três dias de muito network e rodada de negócios que certamente renderão bons frutos no futuro. A Super Rio Expo Food é um trade show em sua essência. O maior da América Latina.
Logo no primeiro dia da Super Rio Expo Food, na segunda-feira, um anúncio que mostra a força do setor de supermercados do Rio de Janeiro. Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Queiróz, anunciou que o Rio de Janeiro receberá em breve mais um importante evento para o setor. Em 2023, a convenção latino-americana de supermercados será realizada na Cidade Maravilhosa.
“O evento terá a presença de 17 países da América Latina, mais Estados Unidos e Caribe. É uma alegria enorme fazer este anúncio na abertura da Super Rio Expofood, depois de dois anos tão difíceis. Durante a pandemia, o setor mostrou sua importância. Além de ter abastecido a população com maestria, também foi fundamental para gerar emprego e renda. Somente para esta feira, geramos 8 mil empregos diretos e indiretos”, disse o presidente da ASSERJ.
O secretário municipal Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, Chicão Bulhões, que representou o prefeito Eduardo Paes na cerimônia de abertura da Super Rio Expo Food, destacou a resiliência do setor, que impulsionou a geração de empregos durante a pandemia e agora deixa sua marca também na retomada de eventos na cidade.
“O Estado do Rio virou referência nacional na vacinação e graças a esse sucesso estamos vendo a retomada da normalidade de nossas atividades presenciais”, disse o secretário.
Um dos destaques do segundo dia da Super Rio Expo Food foi o workshop “Supermercado do Futuro”. Dividido em duas etapas, a ação jogou luz sobre uma pergunta que abre inúmeras possibilidades, algumas bem concretas. “Como será o supermercado em 2032”?
Foi realizada uma pesquisa com 60 representantes de empresas de todo Brasil, que responderam simultaneamente quinze perguntas objetivas. A ideia do levantamento, que terá o resultado divulgado em breve, é trabalhar o conceito de supermercado do futuro que conduzirá os trabalhos na Asserj ao longo do ano.
De acordo com a consultora em varejo, Walquyria Majeveski, que fez uma palestra durante o workshop, o supermercado da próxima década será influenciado por dois aspectos: os impactos da vida atual – afetados por pandemia, guerra na Ucrânia, inflação e emprego – e pelo perfil do novo consumidor, composto pela geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) e a geração Alpha (nascidos a partir de 2010).
“A pesquisa foca no período de 10 anos porque é o tempo em que estas pessoas, que nasceram nos anos 2000, vão adquirir poder de compra. Precisamos pensar neste consumidor e em como ele irá se comportar. O que vai impactar esta geração, que é tão diferente da nossa?”, perguntou.
A outra etapa do workshop destaque da Super Rio Expo Food foi conduzida pelo economista e consultor da ASSERJ, Guilherme Mercês, que fez uma análise do cenário global e econômico para o setor de supermercados. De acordo com Mercês, algumas tecnologias já estão acontecendo, como a bancarização do varejo. “Esta é uma tendência que será crucial para os supermercados. Os bancos vão fazer a parte financeira e o produto financeiro vai estar na mão do varejo. Esta transformação já está ocorrendo e vai se intensificar”, afirmou.
No cenário global, Guilherme destacou três grandes incertezas para 2022: a guerra na Ucrânia, as eleições e a pandemia, que, segundo ele, não deve sair do radar ainda. O consultor fez uma análise minuciosa de cada uma desta variáveis, e, ao final, realizou uma pesquisa entre os participantes sobre temas econômicos que será divulgada posteriormente.
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