Evento de lançamento do Conselho de Mulheres da Firjan. Crédito: Vinícius Magalhães/Firjan
Mulheres ganharam, em média, 19,9% a menos do que os homens no mercado de trabalho em 2021. Além disso, elas sofreram com taxas de desemprego mais altas que a média: o índice de desempregadas era de 16,5%, contra 13,2% da média nacional no ano passado.
Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV). E foi pensando em contribuir para mudar esse cenário que a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) lançou o seu Conselho Firjan de Mulheres.
“No Brasil, o percentual de mulheres em conselhos administrativos é de 12%. Nos cargos de dirigentes e administradores de organizações de interesse público, as mulheres são minoria em praticamente todas as funções. O mesmo perfil é identificado nos cargos de membros superiores dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário no Brasil e no estado do Rio”, comentou a presidente do conselho, Carla Pinheiro, também presidente do Sindicato das Indústrias de Joias e Lapidação de Pedras Preciosas do Rio de Janeiro (Sindijoias-RJ).
Segundo ela, o trabalho terá duas grandes linhas de ações. A primeira é no fomento e apoio ao empreendedorismo feminino. A proposta é formar uma rede consistente com empresas, poder público e terceiro setor para fortalecer esse objetivo. A segunda linha envolve a promoção da equidade de gênero nas posições de liderança, tanto na esfera privada quanto pública.
Além disso, o Conselho vai gerar dados que evidenciam a desigualdade de gênero, além de ter como objetivo ações de entregas práticas como, por exemplo, cursos de capacitação para mulheres, discussão sobre políticas públicas e propostas de acesso a crédito, contribuindo não só para o debate e a geração de informação, mas para a mudança efetiva da realidade.
Ana Carolina Querino, representante adjunta da ONU Mulheres Brasil, esteve na cerimônia de inauguração. Durante o evento, ela apresentou o trabalho da organização e ressaltou a relevância das iniciativas em prol da equidade de gênero, que reforçam a posição de liderança e de engajamento da Firjan entre diversos atores e parceiros na sociedade. “Devemos trabalhar a partir de uma nova visão, que tem como princípios orientadores uma abordagem de direitos humanos em prol dos direitos das mulheres”.
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan, afirmou que o conselho terá impacto primordial no desenvolvimento econômico e social fluminense. “Trata-se de mais uma iniciativa do Sistema Firjan para apoiar o empoderamento das mulheres e a maior equidade de gênero em nosso estado do Rio de Janeiro. A igualdade de gênero e o fortalecimento de todas as mulheres e meninas são considerados objetivos essenciais em direção a um mundo mais próspero, justo e sustentável, estando contemplado no Objetivo do Desenvolvimento Sustentável número 5 (ODS 5)”.
Desde 2018, a Firjan é signatária do Pacto Global da ONU e trabalha para disseminar a Agenda dos ODS no estado. A vice-presidência do Conselho estará com Márcia Carestiato Franco, presidente da Firjan Centro-Norte Fluminense e do Sindicato das Indústrias Gráficas de Nova Friburgo (Sindigraf).
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