Comissão da Firjan discute perspectivas para mão de obra no setor de óleo e Gás em Macaé

Uma das maiores contratantes de mão de obra para manutenção offshore, a Ocyan, participou, na sexta-feira (7), da reunião mensal da Comissão Municipal da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em Macaé, no Norte Fluminense. 

A reunião discutiu a atual conjuntura de negócios e as expectativas do mercado para o país e a região. Apenas em Macaé, a empresa prevê alcançar o patamar de 3 mil profissionais até maio de 2023 – aproximando-se do recorde de 4.500 integrantes em 2015, antes da crise econômica e da pandemia.

O presidente da Firjan Norte Fluminense, Francisco Roberto de Siqueira destacou o momento de otimismo que no setor de óleo e gás. “Não há dúvidas de que o mercado de petróleo passa por um momento de forte retomada, e sendo assim, as fornecedoras e os trabalhadores devem estar preparados, podendo para isso contar com o apoio da Firjan e da Firjan SENAI”, destacou.

Também participaram do encontro o coordenador da Comissão, Gualter Scheles, conselheiros e entidades parceiras. O diretor de Contratos da Ocyan, Vinicius Castilho, fez uma apresentação sobre as previsões de investimentos, além dos novos contratos em vigor, gargalos e potencialidades do mercado de petróleo na região.

A Ocyan atua na manutenção de serviços offshore em Macaé há cerca de 20 anos. A empresa reúne profissionais responsáveis por diversas atividades, da engenharia até pintura industrial e troca de tubulações. Atualmente, tem quatro contratos em andamento, três deles com Petrobras.

“Somos um dos maiores empregados de manutenção de mão de obra intensiva. Enxergamos perenidade nesse mercado, com um cenário de expansão que nos traz a previsão de forte crescimento para os próximos cinco anos”, destacou o diretor da empresa, que atualmente conta com cerca de 2.600 integrantes.

Firjan atua para flexibilizar exigências

Segundo a Firjan, um dos gargalos enfrentados pelo setor é a perda de mão de obra qualificada por conta da pandemia. Gualter Scheles afirmou que a Comissão da Firjan vem atuando, junto à prefeitura de Macaé, num projeto para tentar flexibilizar algumas exigências do mercado. Uma delas é a exigência de dois anos de experiência para atuar em certos setores – principalmente pelo alto nível de risco em atividades offshore.

Para Thiago Valejo, gerente de Projetos de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, a tecnologia de simulação em automação, presente no Instituto Senai de Tecnologia, pode ser uma saída. Ela permite, por exemplo, reduzir o tempo de experiência necessário em determinadas ocupações.

Para o representante da Ocyan, uma redução mínima nesse quesito já seria capaz de aumentar em cerca de 10% a quantidade de profissionais recém-formados na região. Outra atuação da empresa neste sentido é no fomento a profissionais mulheres, que contam com programas que aumentam o nível de experiência, a fim de estimular o trabalho feminino offshore.

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