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Domingão de futebol tem arbitragem polêmica no clássico vovô e tudo aberto na Taça Rio

No Maraca, Botafogo joga mais futebol, vence, mas não leva e biga com o juiz. Em Resende, tudo igual para o segundo jogo da final da Taça Rio.

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27 de março de 2022
Domingão de futebol tem arbitragem polêmica no clássico vovô e tudo aberto na Taça Rio
Nova Iguaçu e Resende empataram em 1 a 1 no Estádio do Trabalhador. Crédito: Vitor Melo / Nova Iguaçu FC

O domingo foi quente no futebol profissional masculino. Em Resende, no Sul Fluminense, o time da casa e o Nova Iguaçu travaram um belo duelo na disputa do primeiro jogo da Taça Rio. No placar, 1 a 1 e tudo em aberto para o confronto final. No Maraca, muita polêmica em um jogo em que o árbitro roubou o protagonismo que foi do Botafogo durante toda a partida. Resultado, 2 a 1 para o alvinegro, mas Fluminense classificado para pegar o Flamengo na final do Estadual.

Apesar da boa fase do Nova Iguaçu na Taça Guanabara ter se confirmado na semifinal da Taça Rio, o time da Baixada não conseguiu impor seu estilo de jogo contra o Resende. A equipe da casa dominou as ações e apresentou maior volume de jogo, mas nada que tornasse o confronto desequilibrado. A partida foi bem parelha, bom belos lances.

Diante de uma torcida empolgada, o Resende abriu o placar cedo, com Raphael Macena aos quatro minutos do primeiro tempo após contra ataque puxado por Jeffinho. O primeiro tempo seguiu com uma trocação franca, com bons ataques de ambas as equipes e com direito a gol do Nova Iguaçu corretamente anulado.

Nos primeiros dez minutos do segundo tempo veio aquela máxima do futebol: “quem não faz leva”. O Resende quase chegou ao segundo gol aos oito minutos, com uma chance incrível perdida por Macena. E a bola puniu. Aos dez minutos Samuel Granada aproveitou cruzamento e empatou o jogo para o Nova Iguaçu.

Daí até o fim do jogo os técnicos mexeram bastante em suas equipes q parece que o receio de jogar também entrou em campo, tornando o jogo muito mais fechado e com menos chances de gol. Com o 1 a 1 no placar está tudo aberto para o próximo jogo, na quarta-feira, às 15h, no Laranjão, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Lambança do árbitro, vitória do Botafogo, classificação do Flu

Germán Cano corre para comemorar o gol que colocou o Flu na final do Estadual.
Crédito: Mailson Santana / Fluminense

No Maracanã, um clássico onde só um time quis jogar futebol. O Botafogo foi senhor do jogo e dominou as ações diante de um Fluminense inofensivo. o tricolor nem de longe lembrou o time que fez boas partidas na Libertadores, ganhou bem a Taça Guanabara e chegava a ser apontado como um dos melhores do país.

Se na arquibancada a torcida do Fluminense era a imensa maioria, dentro das quatro linhas só time quis realmente jogar. E o show particular ficou por parte do camisa 9 alvinegro. O baixinho Erison mostrou faro de gol e (quase) saiu como herói da partida.

Em um primeiro tempo bem disputado, onde o Botafogo tentava criar sem sucesso e o Flu desperdiçava o último passe, a sorte começou a sorrir para o time da estrela solitária. Em um lance perdido de John Arias no ataque, Chay lançou Erison que encarou sozinho David Braz, driblou, deixou Luccas Claro no chão e chutou no canto de Marcos Felipe. Golaço! Fogão 1 a 0.

No segundo tempo, mesmo com as mudanças feitas por Abel Braga, o Fluminense se acovardou ainda mais, sentou em cima do regulamento e assistiu um Botafogo esforçado ganhar cada vez mais campo. Eram raras as estocadas do tricolor das Laranjeiras.

Aos 39 minutos do segundo tempo o baixinho Erison completou um cruzamento cabeceando como manda o almanaque, para o chão, mas acabou vendo a bola passar por cima do travessão. Seis minutos depois, no entanto, veio o prêmio a quem tanto tentou. O mesmo Erison completou novamente cruzamento com uma boa cabeçada. Desta vez certeira. Botafogo 2 a 0 e as duas mãos na classificação.

A torcida do Botafogo foi ao delírio vendo seu time vencer, convencer, e se credenciar para enfrentar o Flamengo na final do Estadual. Mas tem coisas que só acontecem ao Botafogo, já dizia o velho ditado do futebol.

O juiz que já tinha dado cinco minutos de acréscimos deu mais dois após o gol do Botafogo e aos 51 minutos, em falta cobrada na área, PH Ganso chutou no travessão e a bola sobrou no peito de Germán Cano. O argentino só escorou e viu o lateral esquerdo alvinegro Hugo ainda tentar desviar com a mão, sem sucesso. Era o gol da classificação do Flu, para desespero da torcida do Botafogo e um certo “Q” de injustiça.

Prejuízo ao futebol

Em seguida, eis que pela enésima vez no futebol um árbitro rouba o protagonismo dos atletas. Após dar uma falta do atacante Fred e expulsar o tricolor com o segundo cartão amarelo, o juiz Paulo Renaro Moreira da Silva Coelho resolveu terminar a partida com a falta a ser batida, para desespero dos jogadores alvinegros. A confusão estava armada, com muito trabalho para os policiais do GEPE que tentaram proteger o árbitro.

Os deuses do futebol pregaram mais uma peça nos amantes de futebol, mostrando que o esporte tem particularidades que vão muito além da justiça e merecimento. Mas o que entristece tudo isso é o prejuízo que escolhas erradas dos juízes causam ao espetáculo. E já tem promessa para o ano que vem: