Capital

Gás natural: Firjan debate uso em indústrias

A ampliação do uso do Gás Natural Veicular (GNV) no estado foi tema de um evento realizado na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), na capital fluminense. Responsável por até 85% do gás natural produzido no país, o estado do Rio de tem a maior frota de veículos – 1,7 milhão de carros – movidos à GNV.

Celso Mattos, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Rio de Janeiro (Sindirepa) e vice-presidente da Firjan, acredita que impulsionar a adoção do combustível em veículos pesados fortalecerá a indústria de forma sustentável.

“O aumento do mercado promoverá o desenvolvimento com eficiência energética, buscando soluções inovadoras que vão mitigar problemas agravados pelas mudanças climáticas”, pontuou Mattos, que também preside o Comitê Nacional do GNV, do qual a federação participa.

Gás natural: metodologia LGE ajuda a entender preços

Fernando Montera, coordenador de Conteúdo de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, que também participou do evento, explicou que a proposta de adoção da metodologia Litro de Gasolina Equivalente (LGE) em todos os postos de combustíveis, expondo os preços dos produtos em referência à energia entregue por cada um em comparação com a gasolina C, ajuda ao consumidor entender a formação dos preços.

“Ao compreender o custo pelo potencial energético do combustível, o consumidor entende que o GNV representa uma economia superior aos outros combustíveis”, disse Montera.

No encontro, Hugo Leal, secretário estadual de Energia e Economia do Mar do Rio,, falou sobre seu projeto de lei, apresentado na Câmara dos Deputados, que propõe adoção de uma política de incentivos fiscais para o desenvolvimento e implantação de tecnologias sustentáveis visando à substituição de combustíveis fósseis por biometano e gás natural.

“O Brasil está no patamar de ter uma matriz energética totalmente limpa. O GNV é o combustível do presente, que já faz a substituição da gasolina e de outros combustíveis. Nossa intenção é incluir o GNV no máximo de projetos para ampliar seu consumo”, afirmou Leal.

Luiz Césio Caetano, primeiro vice-presidente da Firjan, destacou o empenho da federação em fazer do GNV um de seus principais focos de atuação.

“O Conselho Empresarial de Petróleo e Gás da Firjan possui um núcleo específico para tratar do gás natural, que tem no GNV um importante gerador de empregos, chamado, com toda a justiça, de combustível social. A federação está ao lado do Sindirepa nesse trabalho de conscientização para a ampliação do consumo do GNV, que ainda contribui para a descarbonização”, comentou Caetano na abertura do seminário.

Também participaram do encontro Fernando Moura, diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Luiz Césio Caetano, primeiro vice-presidente da Firjan e empresários e representantes das principais empresas de gás natural do país.

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