Norte Fluminense
Transplantes

Hospital em Campos dos Goytacazes realiza quarta captação de órgãos de 2026

Procedimento realizado nesta quarta-feira (27) resultou na doação de seis órgãos, com apoio de equipes médicas e forças de segurança no transporte aéreo e terrestre.

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28 de maio de 2026
Sara Oliveira
Hospital em Campos dos Goytacazes realiza quarta captação de órgãos de 2026
A quarta captação de órgãos de 2026 realizada no Hospital Ferreira Machado (HFM) aconteceu nesta quarta-feira (27). (Foto: César Ferreira)

O Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos dos Goytacazes, realizou nesta quarta-feira (27) a quarta captação de órgãos de 2026. O procedimento resultou na doação de seis órgãos para a fila nacional de transplantes e contou com a mobilização de equipes médicas, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Secretaria Estadual de Saúde.

A doadora foi uma mulher de 30 anos, moradora de Miracema, no Norte Fluminense, vítima de um acidente de moto que causou traumatismo cranioencefálico grave. Após a confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação dos órgãos.

Operação de segurança no trajeto entre o hospital e o ponto de pouso da aeronave

Foram captados dois rins, duas córneas, fígado e coração. O coração foi o primeiro órgão retirado e transportado para o Rio de Janeiro em uma aeronave da Secretaria Estadual de Saúde, que pousou no Cais da Lapa, em frente ao 5º Grupamento de Bombeiro Militar (5º GBM).

A operação também contou com o apoio de motociclistas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e agentes da Guarda Municipal de Campos, responsáveis por garantir rapidez e segurança no trajeto entre o hospital e o ponto de pouso da aeronave.

O procedimento foi coordenado pela equipe do NF Transplantes, responsável pela logística e captação dos órgãos.

Segundo a médica Patrícia Rangel, responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HFM, o processo envolve diferentes profissionais e exige acolhimento às famílias dos doadores. “A maioria das pessoas não imagina quantos profissionais estão envolvidos em todo o processo de doação e transplante. Desde as equipes que prestaram o primeiro socorro à vítima na via pública até os profissionais que atuaram no HFM e aqueles que vieram do Rio de Janeiro para a captação, todos trabalham contra o tempo, porque cada minuto é precioso”, destacou a médica.

Patrícia Rangel também ressaltou a importância da decisão familiar diante do processo de luto. “Nosso papel, no HFM, é mostrar à família que a dor do luto pode ganhar um novo significado ao salvar outras vidas”, afirmou.


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