Crédito fotos: Gilsse Campos
Essa foto é uma homenagem a Haroldo Costa, que deixou esse mundo para ir encontrar com o seu irmão Lan. Haroldo amava o Lan e o Lan amava o Chico Caruso, e o Haroldo amava o Lan e o Chico Caruso. E eu ficava ouvindo os papos. O Lan dizia: “o Chico Caruso é o melhor chargista, cartunista e caricaturista do Brasil.” E o Haroldo dava força para o Lan deixar o sítio em Pedro do Rio e voltar a morar no Rio e ficar trabalhando junto do Chico Caruso. Lan e Haroldo eram da mesma família, casados com duas irmãs, Olívia e Mary, sambistas famosas no mundo inteiro, que junto com a Norma, formavam o trio Irmãs Marinho. Filhas de Dona Carmem, que dava banho de ervas e sal grosso em todos nós e depois amarrava uma cordinha de África no nosso pulso. Quando ela partiu, choramos juntos. Haroldo e Lan, samba e jazz. Para mim, nunca houve um sem o outro. Mas, a total devastação na minha vida com a partida do Haroldo não vai apagar o meu sorriso porque ainda existe o Chico Caruso, e ele pode testemunhar que eu assisti o amor incondicional, a admiração profunda e amizade verdadeira entre esses três grandes artistas. Porisso, de novo: Haroldo Costa deixou esse mundo para ser feliz quando encontrar o seu irmão Lan.
A jornalista Yacy Nunes confirmando o seu cacife invejável de conseguir reunir a nata da imprensa e intelectuais, como aconteceu no Hotel Fermont, na exibição do documentário do chinês Arthur Cheng sobre a missão espacial Shenzhou 13.
A China deu exemplo de competência ao demonstrar que quando o nosso planeta é visto do alto, desaparecem as fronteiras e etnias.
Prevalece a unidade como propósito de convivência. Nas fotos, os poderosos: Fabiana Ceyhan e o produtor Julio Carvana; o sexteto Ana Cristina Pires, Yacy Nunes, Rosa Freire d´Aguiar, Cid Benjamin, Joao Sicsu e Antero Luiz; o quinteto Joao e Vera Berredo, Fernando Peregrino, Ana de Hollanda e Yacy Nunes e Sady Bianchin, Secretário de Cultura e das Utopias de Maricá.
Encontro Roberto Athayde, ele sim, nascido no berço esplêndido da cultura brasileira, filho de Austregésilo, escritor que foi presidente da Academia Brasileira de Letras durante 34 anos e 10 meses. Lembro dele, na época que eu era repórter do caderno B do Jornal do Brasil e frequentava o chá das quintas-feiras, garimpando notícias.
Na mesa, coberta com uma toalha de plástico, havia 16 xícaras, a manteiga, as bolachas redondas de água e sal e duas garrafas térmicas; café e leite. E eu me sentia como se estivesse no breakfast do Hotel George V, em Paris. Eu sabia que era uma privilegiada de sentar ao lado de Josué Montelo, Aurélio Buarque de Hollanda, Pedro Nava, Hermes Lima, Antonio Houaiss.
A Academia era o altar do saber, o palco de gente imensa, um mundo de sábios simples, modestos e discretos, que riam uns dos outros. Como eu e Roberto, lembrando das histórias como a do dia em que Guimaraes Rosa foi na sua casa para pedir o voto do seu pai para entrar na Academia. Roberto estava na sala e quando o escritor saiu, a sua mãe comentou: “Que ótimo! Pessoalmente a gente entende tudo o que ele fala!” Quanta saudade eu sinto dessas pessoas grandes e humildes.
É muito raro um jantar como o que fui no Hotel Fermont, convidada de Ana Cristina Carvalho, presidente da CAFRAN. O chef Jerôme Dardillac, recebeu na sua cozinha os chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, do restaurante Origem, de Salvador, para uma noite dedicada à originalidade da gastronomia brasileira.
É lamentável a minha incompetência para descrever o aperitivo (amuse bouche), que foi tipo um sonho de padaria recheado de vatapá e caviar. Estava uma noite linda e encantada pelas luzes de Copacabana, música ao vivo, piscina iluminada, cenário de filme. E todos eram convidados do Hotel. Tirei uma foto que mostra o nosso anfitrião, Netto Moreira, Presidente do Closter de luxo da Rede ACCOR, com Ana Cristina Carvalho.
Eu disse ao motorista de Uber René Midon que o carro dele era muito sinistro. Sem ruído algum, era como estar sentada dentro de um celular. Sem óleo, gasolina ou bomba d`água e sem filtro ou correia ou velas ou cabos, aquilo não dá defeito nem depois de rodar 1 milhão de kms rodados, porque não tem motor! E já tem um cara que tem BYD Dolphin GS com 280.000 kms rodados sem trocar disco nem pastilha de freio.
O próprio René só fez manutenção e trocou pneu com 41.400 km. É o que eu digo: sinistro. O que eu fiz da minha vida com aquele macaco hidráulico, pedindo ajuda na rua, sempre chorando, quando haviam pregos nas ruas que furavam os pneus? E os pregos sumiram? Ou os pneus são de aço? E ninguém empurra mais o carro de ninguém? Como é isso? René diz que já existe uma nova bateria para o carro elétrico que alcança 1300 km com uma carga. Mas, alguém paga essa farra: a Light, pois o roubo dos elétricos aumentou 90 por cento depois que começaram a ser alimentados com roubo de energia (gatos). Carro sinistro.
“Você é judia? Nunca pensei”. Depois de ouvir isso, a Beta pegou o marido e os 3 filhos pequenos e se mudou para Telaviv, em abril de 1979. Antes de viajar ela me deu um coração de marfim e eu fiquei acompanhando de longe a amiga querida dentro de uma guerra sem fim. O que chama atenção é que a Beta era muito rica e poderosa, empresária de sucesso, que vendia jóias numa loja – a Bety Jóias – que ocupava a cobertura de um shopping em Ipanema. E ela decidiu recomeçar a vida, “eu tinha tudo, menos a minha identidade completa. precisava viver na terra dos meus ancestrais”.
Hoje, aos 88 anos, ela tem 9 netos e 5 bisnetos. O marido engenheiro trabalhou na primeira ponte entre Israel e Jordania, o filho mais novo ainda tem estilhaços de bombas pelo corpo e ela trabalha como voluntária do serviço social, em Telaviv: “houve o dia em que vieram 300 mísseis por minuto, o país é pequeno e temos correr para o abrigo ou enfrentar filas para conseguir água.” Enfim, estou falando da Beta porque ela é um exemplo de vida. Para mim e para a sua irmã, a designer de jóias, Léa Nigri.
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