*Por Pedro do Livro
No último domingo, em Copacabana, levei minha família para participar de uma manifestação popular pela democracia. Entre tantas pessoas, vozes e bandeiras, Liana, minha filha, também estava lá.
Diante dela, uma imensidão de gente e, ela prestes a completar 3 anos de idade, estava vestida com a camisa do Brasil. Curiosa, quis pegar das nossas mãos a bandeira que carregávamos, uma bandeira verde e amarelo do Lula.
Fizemos um vídeo simples, despretensioso, desses que um pai guarda com carinho, querendo eternizar um instante da infância de sua filha. No entanto, quando revi aquelas imagens, percebi que aquele registro significava muito mais do que eu poderia imaginar.
Liana, pequenininha, segurava uma bandeira maior do que ela, e eu enxergava ali o tamanho da responsabilidade que tinha nas mãos, de poder apresentar para ela um Brasil mais justo, mais humano e capaz de oferecer às crianças oportunidades para que elas possam crescer com liberdade, dignidade e esperança.
Não era apenas uma bandeira nas mãos de uma menina. Era também a expressão dos meus ideais, das minhas escolhas e da esperança que alimento para o futuro das minhas filhas e de todas as crianças brasileiras.
Talvez eu enxergue tudo isso com tanta intensidade porque defender oportunidades para quem mais precisa não está só no meu discurso, faz parte da minha história e de tudo que construí.
Foi esse mesmo ideal que me moveu a criar a Biblioteca A Casa Amarela. Tinha o sonho de que esse projeto se tornasse uma das iniciativas sociais de mais relevância na cidade do Rio de Janeiro, porque acredito no poder que o livro tem de abrir portas, de como o conhecimento pode mudar destinos e que o acesso à educação não deve ser privilégio de quem pode pagar por ela.
Por meio desse trabalho, buscamos criar um espaço onde crianças, jovens e famílias tenham acesso a oportunidades que, infelizmente, ainda lhes são negadas. Cada livro disponibilizado, cada jovem que encontra uma nova possibilidade para o futuro e cada pessoa que descobre que pode transformar sua própria história reafirmam uma convicção que tenho dentro de mim, de que ninguém deveria ter seus sonhos destruídos pela falta de oportunidades.
É por isso que a imagem de Liana me tocou tão profundamente. Porque quando olho para ela, penso também em todos os meninos e meninas que passam pela Casa Amarela e em suas famílias, que lutam diariamente por uma vida mais digna.
Como pai e como alguém que se dedica a um projeto social, quero que Liana cresça em um país onde nenhuma criança tenha seus sonhos interrompidos pela fome, pela violência, pela falta de acesso à educação ou pela ausência de oportunidades.
Porque não basta desejar um futuro melhor somente para os nossos. Precisamos lutar para que esse futuro também seja possível para todos os que não possuem as mesmas condições.
Naquele domingo, 18 de outubro, em Copacabana, enquanto Liana brincava com a nossa bandeira, pensei no Brasil que desejo que ela encontre quando crescer, um país em que o lugar de nascimento não determine até onde uma criança pode chegar. Um país que compreenda que investir na infância, na educação e na cultura é investir na própria sociedade.
Naquele instante, minha filha me fez lembrar que o futuro não é uma ideia distante. Ele está diante de nós, tem rosto, tem nome e precisa do nosso comprometimento.
Pelas minhas filhas. Por todas as crianças. Pelos jovens que precisam de acesso à educação. Pelos meninos e meninas que enfrentam dificuldades que jamais deveriam fazer parte de suas infâncias. Por aqueles que precisam apenas de uma oportunidade para transformar seus sonhos em realidade. Por acreditar que esse futuro é, sim, possível, é que faço minhas escolhas políticas e afirmo meu voto em Luís Inácio Lula da Silva.
Respeito quem pensa diferente, afinal, democracia também exige diálogo e convivência entre opiniões distintas. Mas não abro mão de defender aquilo em que acredito, nem de expressar minhas convicções com liberdade e responsabilidade.
Aquele vídeo pode parecer apenas mais um registro de um domingo em família para quem o assistiu, mas para mim, ele reafirma o motivo pelo qual sempre irei lutar, pela democracia, pela liberdade e por um país que não abandone os mais vulneráveis. Neste domingo, 25 de outubro, eu voto 13, eu voto Lula!

Pedro do Livro lidera a Imprensa da Cidade do Rio de Janeiro e é o criador da Biblioteca A Casa Amarela.
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