Monique Soares concilia atuação na rede municipal com atendimentos terapêuticos particulares voltados ao acolhimento e orientação de pessoas em sofrimento emocional. (Foto: Divulgação)
A assistente social Monique Soares, moradora de Mesquita, na Baixada Fluminense, acumula mais de dez anos de atuação no serviço público municipal e vem ampliando seu trabalho na área da saúde mental por meio de atendimentos terapêuticos presenciais e online.
Com especialização em saúde mental, Monique atua atualmente na rede pública de Mesquita, atendendo crianças, adultos e idosos. Ao longo da carreira, passou por diferentes equipamentos da assistência social e da saúde, incluindo os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), serviços de atendimento à mulher em situação de violência e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), onde trabalhou por seis anos.
“Eu lido com vidas diariamente. Criança, adulto, idoso. Então eu vejo qual a necessidade de cada um deles”, afirmou.
Segundo a assistente social, a experiência adquirida ao longo da trajetória profissional despertou o desejo de ampliar o atendimento voltado ao acolhimento emocional. Atualmente, ela acompanha pessoas que enfrentam ansiedade, depressão, luto, conflitos familiares, doenças crônicas e outras situações que afetam a saúde mental.
“A nossa mente precisa de cuidado. As pessoas vão cuidar só do físico, mas o físico é ligado na mente e a mente é ligada ao físico”, destacou.
Nos atendimentos particulares, a profissional realiza uma avaliação inicial para compreender a realidade de cada paciente e, quando necessário, promove encaminhamentos para outros especialistas, como psiquiatras, nutricionistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
Monique ressalta que o trabalho em saúde mental exige uma atuação integrada. “Sozinha a gente não dá conta. Eu vou articulando os caminhos para que a pessoa receba o cuidado que precisa”, explicou.
A assistente social também chama atenção para os impactos do sofrimento emocional no cotidiano das pessoas e para a importância do acolhimento humanizado. “Quando a pessoa chega até mim, eu entendo que ela está pedindo socorro. Ninguém procura ajuda porque está bem. Alguma coisa ela precisa”, contou Monique.
Viúva há seis anos e mãe de um adolescente, Monique acredita que experiências pessoais contribuíram para fortalecer sua atuação profissional. Para ela, o cuidado com a própria saúde mental também é fundamental para quem trabalha acolhendo outras pessoas.
Entre os objetivos para os próximos anos, a profissional pretende ampliar sua qualificação e expandir os atendimentos online. “Minha meta é continuar crescendo, me especializando mais na área da saúde mental e abrindo portas para que mais pessoas tenham acesso a esse cuidado”, concluiu.
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