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Nova Friburgo avança na alfabetização infantil

País reduziu a taxa de analfabetismo para 4,9% em 2025, enquanto município fluminense alcançou 71,71% de crianças alfabetizadas até os sete anos e recebeu reconhecimento do MEC.

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10 de julho de 2026
Sara Oliveira
Nova Friburgo avança na alfabetização infantil
Indicadores colocam Nova Friburgo em destaque no Estado. (Foto: wirestock)

Nova Friburgo, na Região Serrana, vem se destacando nos indicadores de alfabetização e superando as metas estabelecidas pelo Governo Federal para a aprendizagem na idade certa. De acordo com o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o município alcançou 71,71% de estudantes alfabetizados até os sete anos de idade.

O resultado supera a média do Estado do Rio de Janeiro, que ficou em 60%, colocando Nova Friburgo entre os 20 municípios mais populosos do estado com melhor desempenho no indicador. Segundo a prefeitura, em 2024 a rede municipal já havia alcançado 68,84% de crianças alfabetizadas na idade correta, ultrapassando antecipadamente a meta nacional de 64% prevista para 2025.

O desempenho também garantiu ao município, pelo segundo ano consecutivo, o Selo Ouro do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, concedido pelo Ministério da Educação aos municípios que cumprem as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) relacionadas à alfabetização e à redução das desigualdades educacionais.

De acordo com a administração municipal, o reconhecimento reflete os investimentos realizados pela Secretaria Municipal de Educação para fortalecer a aprendizagem, reduzir a evasão escolar e ampliar a qualidade do ensino na rede pública. A prefeitura atribui os resultados ao trabalho dos profissionais da educação e às políticas voltadas para a alfabetização das crianças nos primeiros anos do ensino fundamental.

Nova Friburgo com destaque em um cenário de avanços nacionais

O destaque de Nova Friburgo ocorre em um cenário de avanços nacionais. Em 2025, o Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais ainda não sabem ler e escrever, o equivalente a 4,9% da população dessa faixa etária. É a primeira vez que o índice fica abaixo de 5%.

Em comparação com 2024, quando a taxa era de 5,3%, o país reduziu em cerca de 592 mil o número de pessoas analfabetas. Apesar do avanço, a pesquisa mostra que as desigualdades regionais, raciais e etárias ainda persistem, com maior concentração de pessoas analfabetas na Região Nordeste.

Mais da metade da população analfabeta vive no Nordeste, onde a taxa chega a 10,6%, mais que o dobro da média nacional. No Norte, o índice é de 5,7%, enquanto Sudeste (2,3%), Sul (2,4%) e Centro-Oeste (3,3%) apresentam os menores percentuais.

A pesquisa também aponta aumento da escolaridade média dos brasileiros com 25 anos ou mais, que passou de 9,1 anos de estudo em 2016 para 10,2 anos em 2025. As mulheres seguem com média de escolaridade superior à dos homens, e pessoas brancas continuam apresentando mais anos de estudo do que pretos e pardos.

Entre os desafios identificados pelo IBGE estão a baixa oferta de vagas em creches, principalmente na Região Norte, o abandono escolar a partir dos 16 anos e a permanência das desigualdades de gênero e raça no acesso e na permanência no ensino médio.

Outro dado positivo é a redução do número de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam, não trabalham e não participam de cursos de qualificação. Em 2025, esse grupo representou 17,5% da população dessa faixa etária, percentual inferior aos 22,4% registrados em 2019.


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