O senador Romário anda ao lado de Eduardo Paes. Crédito: Reprodução
Por Nelson Lopes
Conhecido como Gênio da Grande área nos tempos de jogador, pelo fato de não perder arremates diante de um goleiro, o hoje senador Romário segue com o faro afiado. Na política, entretanto, ele divide as torcidas. Filiado ao PL de Jair Bolsonaro, Romário se mostra alinhadíssimo a Eduardo Paes na disputa pelo governo e dá de ombros para Douglas Ruas. É que ele é responsável por diversas indicações para a prefeitura e mantém contato estreito com o ex-prefeito. É mole?
Como se não fosse o suficiente, às vésperas de uma Copa do Mundo, o herói do tetracampeonato retirou a assinatura à PEC do trabalho Flexível, apresentada no Senado pelo coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, Rogério Marinho. Isto, é claro, fortalece o governo Lula na pauta que põe fim à escala 6×1. No partido, há quem defenda a expulsão de Romário por infidelidade partidária. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, porém, ainda o segura.
Eduardo Paes só fez um pedido ao prefeito Eduardo Cavalieri, a quem é umbilicalmente ligado: que não faça qualquer nomeação na Prefeitura que possa atrapalhá-lo. Não por acaso, Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, não será renomeada no governo municipal, após ter recebido perdão judicial por participação na morte do próprio filho. Havia o medo de que isto pudesse repercutir mal. A recomendação também passou pelo PSD de Brasília, que vetou a movimentação.
Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho seguem firmes no propósito de substituir Cláudio Castro na disputa pelo Senado. Os três estiveram juntos na Marcha para Jesus nesta quinta-feira, em São Paulo. No local, é claro, fizeram o possível e o impossível para demonstrar intimidade e alinhamento a Flávio Bolsonaro. Entre os três, o clima é amistoso.
No momento, a cotação nos bastidores do PL mostra que Jordy está mais próximo de abocanhar a vaga, já que representa o “bolsonarismo raiz”. Sóstenes tem resistências até mesmo dentro da igreja: Silas Malafaia, seu principal aliado, defende que Marcelo Crivella seja o candidato e que Sóstenes siga candidato à Câmara. Portinho segue firme no páreo, por já ser senador.
Os três nomes citados, entretanto, ainda não empolgam nas pesquisas. Isto faz com que o PL reflita sobre o “erro” de ter permitido que Carlos Bolsonaro concorra ao Senado por Santa Catarina. O filho 02 de Jair Bolsonaro seria o tal “nome forte ideal” para substituir Castro.
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