Conexão Rio-BSB

O novo capítulo da novela…

Por Nelson Lopes

Com Douglas Ruas eleito para a presidência da Alerj, nesta sexta-feira, se recompõe a linha sucessória do governo do Rio e, automaticamente, ele passaria a comandar o Palácio Guanabara. Apesar de ainda haver uma série de burocracias no empossamento, que será definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os planos do bolsonarismo para disputar as eleições estão mais ativos do que nunca.

À frente da Assembleia, Ruas participará de entregas e passará a capitalizar votos, visando as eleições de outubro.


O papel de Portinho

Se engana quem pensa que o senador Carlos Portinho está em baixa no PL, após não conseguir vaga à reeleição. Candidato à Câmara neste ano, Portinho assumiu, paralelamente, o papel de interlocutor da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência junto a entidades empresariais. Ele se reuniu nesta semana, por exemplo, com empresários do setor de eventos que apresentaram as suas principais demandas. Para apoiarem Flávio, os empresários pediram atenção à Reforma Tributária, com a revisão de taxações para os setores de arte e cultura. 

Também foi solicitada a renovação do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) ou a criação de um plano equivalente. Em princípio, o Perse está válido até fevereiro de 2027. Lideranças do setor também solicitaram a atualização de tributos, por meio do Simples Nacional, para os pequenos e médios empresários do setor.


Como pano de fundo…

Sem delongas, Portinho está escalado por Flávio para dialogar com setores com os quais o pai dele, Jair Bolsonaro, conviveu em pé de guerra durante o seu mandato. Foram muitas as brigas com a classe artística e resistência às políticas de incentivos culturais, como a Lei Rouanet.

Recentemente, Flávio fez posicionamentos que indicam esta mudança de postura: enalteceu a ciência brasileira – atacada por Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 – e disse que pretende investir nas universidades públicas. É um neo-bolsonarismo nascendo e se articulando por meio de um político do Rio…


Caiadinho e Caiadão, eis a questão!

Há uma certeza no PSD de Brasília que perturba o sono de Eduardo Paes, em seu sonho de ser governador do Rio: Carlo Caiado, presidente da Câmara Municipal da capital, não deve estar no palanque do ex-prefeito da capital e do presidente Lula. Aliado de Paes, Carlos Caiado deve atender a um chamado familiar no que diz respeito à disputa pelo Palácio do Planalto…

É que ele é primo de Ronaldo Caiado, que será candidato à Presidência. Neste caso, fará campanha com o familiar, que é governador de Goiás. No mais, é claro, estará com o grupo de Paes em todas as atividades.


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