Capital

Obras do Metrô da Gávea avançam após dez anos de paralisação

Após dez anos de paralisação, as obras do Metrô da Gávea, na Zona Sul da capital, seguem avançando. Na manhã da última sexta-feira (12), o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ), Miguel Fernández, participou de uma visita técnica ao canteiro, acompanhado da secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem, e do deputado estadual e engenheiro civil Luiz Paulo Corrêa da Rocha.

“É fundamental essa retomada das obras que estavam paralisadas e representavam um grande risco à sociedade. Através de um grande trabalho de entendimento entre o governo do estado, o Metrô e o TCE, foi possível chegar a uma convergência, que a gente no CREA sempre defendeu”, afirmou Fernández. “Isso traz segurança à população do entorno, da PUC, dos moradores da Gávea, e, principalmente, melhorias na mobilidade.”

Obras do Metrô da Gávea devem terminar em 2028

Com investimento estimado em R$690 milhões, a estação deve beneficiar cerca de 20 mil pessoas, sendo 7 mil usuários imediatos por dia, com ligação direta até São Conrado e a Barra da Tijuca. A previsão de entrega é para o segundo semestre de 2028, segundo o engenheiro Rodrigo Jurdi, do Consórcio Rio Gávea. Atualmente, 120 trabalhadores atuam no canteiro, e a expectativa é gerar cerca de 1.200 empregos ao longo da obra.

O diretor de implantação do Metrô Rio, Silvio Godoy, explicou que os trabalhos foram retomados em maio, com a retirada gradual da água acumulada em poços subterrâneos. “Já removemos cerca de 10 mil litros, mas ainda faltam 30 mil. A drenagem é feita lentamente, por segurança, e monitorada por drones”, disse.

O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha avaliou positivamente as informações técnicas apresentadas. “Me pareceu que a segurança da obra está sendo bastante bem feita, com controle rigoroso. Como plano B, o projeto tem mais de duas dezenas de pontos de bombeamento para rebaixar o lençol freático, caso seja necessário”, afirmou.

A obra ainda exige a escavação de 200 metros de rocha com uso de explosivos. O tatuzão utilizado inicialmente está desativado desde 2015 por falhas elétricas.

Também participaram da visita diretores e superintendentes do CREA-RJ, além de fiscais da Rio Trilhos. O grupo percorreu cerca de um quilômetro dentro do túnel, a 60 metros de profundidade, que terá 3,2 quilômetros de extensão até São Conrado.

Para o diretor do CREA-RJ, Alexandre Vacchiano, a estação da Gávea tem papel estratégico para a rede metroviária da cidade. “A conclusão dessa estação tem o potencial de destravar outras linhas do Metrô, o que é muito bom para todos”, destacou.


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