Baixada Fluminense

Oficinas de artesanato promovem inclusão de idosos em Belford Roxo

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos Apoio à Pessoa Idosa (API), vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Combate à Fome (Semascf) de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, tem se destacado por promover oficinas de artesanato que vão além do simples aprendizado manual. A oficina de fuxico, conduzida pela professora Maria da Conceição Dias da Silva, é uma das atividades que integram o plano de aula e tem conquistado as 47 mulheres, todas com mais de 60 anos, que participam do curso.

A técnica de fuxico, que reutiliza retalhos de tecido para criar apliques em formato de rodinhas, é apenas uma das formas de expressão artística que as alunas têm a oportunidade de explorar. Além de desenvolver habilidades manuais, as participantes encontram na atividade uma maneira de interagir, compartilhar experiências e aliviar tensões. “O produto final, elas levam para casa. Sempre utilizamos material que seria jogado no lixo. Do rolo de papel higiênico é feito um estojo escolar. Uma caixa de leite pode se transformar em um porta-joias e uma lata de milho em um porta-lápis, por exemplo”, explica a professora Maria da Conceição.

Oficinas de artesanato como terapia

As histórias de vida das participantes revelam o impacto positivo do curso. Valdiva da Conceição Dias, de 61 anos, compartilha como a oficina ajudou a superar um momento difícil: “Estava em um momento muito triste após a morte da minha mãe. Conheci uma pessoa que me indicou o API, e aqui eu fui melhorando. Sou muito feliz agora. Fazer parte desse grupo faz muita diferença”. Lindalva dos Santos Teixeira, de 73 anos, também encontrou no grupo um refúgio para sua tristeza: “Uma amiga me encontrou chorando na rua. Estava deprimida. Ela me chamou para conhecer o Serviço de Convivência e daqui eu nunca mais saí. Eu continuo chorando, mas agora, só de felicidade”.

Carlinda de Souza, outra participante, destaca a importância das atividades do API para o bem-estar dos idosos: “A gente vai ficando com mais idade e triste também. Tem tanta coisa para fazer nesse lugar que é impossível ficar triste. Meu aniversário, mês que vem, será aqui”. A convivência no API não se resume às oficinas de artesanato. “Estamos organizando um baile dos anos 60, ainda para este mês. O traje é típico. Terá muita música e dança para lembrar os bailes e festinhas daquela época”, anunciou Elionete Miranda, coordenadora do API.

O API funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida Atlântica, Bairro Xavantes, em um espaço especialmente dedicado aos idosos. Além das oficinas de artesanato, o local oferece atividades como reaproveitamento alimentar, dança de salão, orientação psicológica, passeios e palestras culturais e educativas, sempre com o objetivo de promover a inclusão e o fortalecimento de vínculos.


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