Baixada Fluminense
Prevenção

Prefeitura de Nova Iguaçu proíbe banho em trechos do Rio Guandu

Medida preventiva busca reduzir risco de afogamentos em áreas com histórico de acidentes, especialmente em períodos de maior movimento.

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19 de fevereiro de 2026
Sara Oliveira
Prefeitura de Nova Iguaçu proíbe banho em trechos do Rio Guandu
Sinalização reforça alerta em pontos críticos do rio. (Foto: Divulgação/PMNI)

A Prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, instalou placas de sinalização proibindo banho, natação e mergulho em trechos considerados críticos do Rio Guandu. A iniciativa tem como objetivo evitar que a população utilize o local para lazer durante fins de semana, feriados prolongados e o Carnaval, períodos em que o fluxo de visitantes aumenta.

Ao todo, seis placas foram fixadas em três pontos: Pantanal Iguaçuano, Campo do Dionísio e Prainha do Guandu. Apesar de populares para recreação, esses trechos apresentam riscos como correnteza forte, variações repentinas no nível da água e áreas de grande profundidade.

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, Jorge Ribeiro Lopes, a ação integra uma estratégia preventiva desenvolvida em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente. “São áreas onde já registramos acidentes graves. Muitas pessoas não conhecem o comportamento do rio e o aumento da força da correnteza. As placas deixam claro que existe um risco real”, afirmou.

No ano passado, a região registrou seis ocorrências de afogamento, sendo duas com vítimas fatais. As secretarias municipais preparam uma nota técnica para publicação no Diário Oficial, formalizando a proibição de recreação, nado e mergulho nesses pontos e detalhando as razões técnicas e recomendações de segurança.

Placas foram concretadas pela Prefeitura de Nova Iguaçu

As placas foram concretadas no solo para evitar depredações e furtos e utilizam cores chamativas e linguagem direta para alertar sobre o perigo. Além da sinalização, agentes da Guarda Municipal Ambiental intensificam a orientação a comerciantes e frequentadores, especialmente em períodos de maior movimento.

Morador do bairro há 30 anos, o porteiro Edson José Monteiro ressalta que o risco nem sempre é visível. “Logo na entrada do rio já há pontos com cerca de cinco metros de profundidade. É um lugar bonito, mas traiçoeiro. Quem não conhece pode se afogar”, alertou.


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