Novo pronto-socorro do HFM completa um ano com mais de 89 mil atendimentos. (Foto: César Ferreira)
O novo pronto-socorro do Hospital Ferreira Machado (HFM), em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, completou um ano de inauguração na terça-feira (3). Desde o início da operação, em 5 de novembro de 2025, até o fim de outubro de 2026, o setor registrou 89.161 atendimentos.
Foram 15.135 atendimentos nos dois primeiros meses de funcionamento, com 7.494 em novembro e 7.641 em dezembro de 2025. Entre janeiro e outubro de 2026, o total chegou a 74.026, dos quais 24.211 foram no setor de politrauma e 17.714 em ortopedia e traumatologia.
Referência regional em urgência e emergência, o HFM recebe pacientes de Campos e de outros municípios. A proximidade com a BR-101 contribui para a demanda de atendimento a vítimas de acidentes. Segundo o diretor do pronto-socorro, Fábio Macedo, o hospital recebe historicamente entre 7 mil e 8 mil pacientes por mês.
Com a reforma, o pronto-socorro passou a ter duas recepções. Uma é exclusiva para pacientes em situação de urgência e a outra recebe acompanhantes, visitantes e funcionários. O setor conta com quatro consultórios, destinados a clínica médica, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia, além de espaços para classificação de risco, medicação, gesso e hidratação.
A área de politrauma tem capacidade para atender até quatro pacientes simultaneamente. O pronto-socorro também dispõe de uma sala de reanimação para os casos mais graves.
Segundo o superintendente do HFM, Guilherme Ribeiro, o centro cirúrgico e o Centro de Terapia Intensiva (CTI) também receberam novos equipamentos. Após a inauguração da segunda fase do projeto, a previsão é iniciar a terceira etapa, que inclui obras em áreas que seguem em funcionamento. O prefeito Frederico Paes afirmou que o volume de atendimentos reforça a necessidade de manter os investimentos na rede hospitalar.
Paciente segue em tratamento após acidente
Kaminska Mello deu entrada no pronto-socorro após sofrer um acidente em 14 de novembro de 2025, nove dias depois do início da operação. Ela ficou internada por quase dois meses e, devido à perda óssea, usou um aparelho de Ilizarov por 11 meses, com acompanhamento ortopédico e fisioterapia. A próxima etapa do tratamento prevê a colocação de uma placa e parafusos para tentar recuperar a mobilidade do calcanhar.
A técnica de enfermagem Erenita Dias, que trabalha há 23 anos no HFM e acompanhou a inauguração do setor, destacou a atuação das equipes ao longo do primeiro ano. “São muitas pessoas envolvidas, cada uma fazendo a sua parte, e sabemos que, diariamente, vidas são salvas aqui”, disse.
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