Baixada Fluminense
Ação

Suruí terá coleta seletiva comunitária

Novo modelo prevê retirada de materiais recicláveis nas residências e participação de jovens de comunidades do distrito de Magé.

Compartilhe:
21 de agosto de 2026
Sara Oliveira
Suruí terá coleta seletiva comunitária
Roda de conversa no dia 27 de agosto vai apresentar o funcionamento da coleta porta a porta e orientar sobre o descarte correto de resíduos. (Foto: Rodrigo Campanário)

Moradores de Suruí, distrito de Magé, na Baixada Fluminense, poderão conhecer, no dia 27 de agosto, o funcionamento da nova coleta seletiva comunitária que será implantada em localidades da região. A apresentação ocorrerá durante uma roda de conversa, às 14h, na Rua João Félix do Bonfim, 567, no bairro Jacaré.

O encontro abordará a separação dos resíduos e os impactos do descarte irregular sobre o Rio Suruí e os manguezais da Baía de Guanabara. Os participantes também receberão orientações sobre os materiais recicláveis, a forma adequada de separação e os itens que devem continuar sendo destinados à coleta domiciliar convencional.

A iniciativa busca atender comunidades onde o acesso dos caminhões de coleta é limitado. A proposta prevê a retirada dos materiais recicláveis diretamente nas residências, inclusive em áreas com ruas estreitas.

A atividade será realizada no Dia Mundial da Limpeza Urbana e integra o programa de educação ambiental do projeto Andadas Ecológicas, desenvolvido pela ONG Guardiões do Mar em parceria com a Petrobras e com apoio da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangues de Magé (ACAMM).

Em Suruí, as dificuldades de acesso à coleta regular e a extensão territorial contribuem para o descarte inadequado de parte dos resíduos. Como muitas residências ficam próximas ao Rio Suruí, os materiais abandonados podem alcançar o curso d’água e os manguezais.

Jovens de Suruí atuarão como agentes ambientais

Jovens moradores de Suruí serão capacitados para atuar como agentes ambientais comunitários. Eles ficarão responsáveis pela coleta dos recicláveis e auxiliarão na administração dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) que serão instalados nas comunidades.

A coleta porta a porta será realizada com triciclos adaptados, que permitirão o acesso a locais não atendidos diretamente pelos veículos convencionais. Após o recolhimento, os materiais serão encaminhados a um centro de triagem para separação, preparação e posterior comercialização no mercado de recicláveis.

Adolescentes participantes do ecoclube do projeto Andadas Ecológicas também ajudarão na mobilização. Entre as atividades estão visitas aos moradores, cadastramento das famílias interessadas e divulgação das orientações sobre a separação dos resíduos.

Segundo a articuladora socioambiental do projeto, Rosilene Baranda, uma das principais finalidades da mobilização é impedir que materiais recicláveis e outros resíduos sejam lançados no rio.

A proposta faz parte de um programa de educação ambiental que aborda conservação dos manguezais, consumo consciente, descarte adequado e racismo ambiental. As ações seguem os princípios da Cultura Oceânica e estão alinhadas à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

A roda de conversa será gratuita e marcará uma das primeiras etapas de aproximação dos moradores com o modelo de coleta seletiva, que será desenvolvido com a participação das comunidades.


Quer receber esta e outras notícias diretamente no seu Whatsapp? Entre no nosso canal. Clique aqui.

/* */