Sul Fluminense

Volta Redonda promove campanha contra hanseníase

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Volta Redonda, no Sul Fluminense, promove neste mês a campanha Janeiro Roxo, que busca desmistificar a hanseníase, orientando a população sobre sinais e sintomas da doença. A ideia é conseguir o diagnóstico precoce e incentivar os pacientes durante seu tratamento. A iniciativa, realizada pelo Programa de Controle de Hanseníase (PCH), busca combater também o preconceito.

A ação do Janeiro Roxo aconteceu, na terça-feira (16), na cadeia pública em conjunto com Secretaria Municipal de Saúde; e na semana passada foi realizada no Criaad (Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente), onde a equipe promoveu uma palestra para os adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, e para os funcionários da unidade. A atividade contou com o apoio da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro Vila Mury.

Nesta quarta-feira, 17, a equipe do Programa de Controle de Hanseníase estará com uma tenda embaixo da Biblioteca Municipal Raul de Leoni, na Vila Santa Cecília, realizando campanha de avaliação dermatológica, visando a detecção precoce de casos suspeitos. Durante a ação haverá orientações à população. E no dia 29, a próxima atividade será uma palestra para a equipe do Hospital Regional do Médio Paraíba Dra. Zilda Arns Neumann.

Desmistificando a doença em Volta Redonda

O coordenador do Programa de Controle de Hanseníase, Diogo Antônio de Oliveira, ressalta que o objetivo da ação é levar informação à população para desmistificar a doença.

“A hanseníase tem cura, e quanto mais precocemente a doença for diagnosticada, mais rápido deve ser o início do tratamento e maiores são as chances de cura sem sequelas. O paciente deve procurar uma unidade de saúde mais próxima da sua residência e começar o tratamento o mais rápido”, destacou.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujos principais sintomas são: manchas na pele com diminuição ou alteração da sensibilidade térmica, dolorosa ou tátil, podendo causar comprometimento dos nervos periféricos, nas mãos, pés ou face, sensação de formigamento, fisgadas ou dormência e diminuição dos pelos e suor. Sem o tratamento adequado, a pessoa pode ter incapacidades físicas e deformidades.

O contágio da hanseníase se dá pelo contato com o bacilo Mycobacterium leprae, transmitido por convívio próximo e prolongado, de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para outra, através das vias aéreas, por meio das gotículas eliminadas no ar pela tosse, pela fala e pelo espirro. Pode atingir homens e mulheres, adultos e crianças, de todas as classes sociais.

Após o diagnóstico, o usuário é encaminhado ao Centro de Doenças Infecciosas (CDI), que fica no bairro Aterrado. Lá, após ser diagnosticado com a doença, ele inicia o tratamento com antibioterapia específica.

O paciente passa a contar também com o serviço de fisioterapia, uma vez que a doença acomete os nervos e pode causar perda dos movimentos. Faz parte do tratamento o atendimento com uma nutricionista para adequar a alimentação e não ocorrer interações alimentares e nem desconforto pelo uso da medicação, além do acompanhamento com a dermatologista. Atualmente em Volta Redonda cinco pacientes estão em tratamento, evoluindo para a cura da doença, segundo a prefeitura da cidade.

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