A Feira Internacional de Angola (FILDA) 2026 foi apresentada nesta quarta-feira (13), em um evento na sede da Firjan SESI, no Centro do Rio, como uma das principais portas de entrada para empresas brasileiras interessadas em expandir negócios no mercado africano. Considerada uma das maiores plataformas multissetoriais da África, a feira reúne representantes da indústria, comércio, serviços, tecnologia, agricultura, construção civil, turismo, logística e energia, além de promover rodadas de negócios e encontros B2B entre empresas de diferentes países.
Participaram presencialmente o diretor da Firjan, Mauro Varejão; o cônsul-geral de Angola no Rio de Janeiro, Mateus de Sá Miranda; e o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Angola, Sebastião Nayt Junior Rodrigues Machado. Também participaram, de forma online, o presidente da FILDA, Bruno Albernaz; a embaixadora do Brasil em Angola, Eugênia Barthelmess; a secretária de Estado para Comércio e Serviços de Angola, Augusta Fortes; e o jornalista e CEO da Panzo Consulting Firm, Sebastião Panzo.
A FILDA 2026 será realizada entre os dias 21 e 26 de julho, no Parque de Exposições da Zona Econômica Especial Luanda-Bengo, em Angola.
Autoridades destacam potencial de expansão comercial da FILDA

Durante a apresentação, o presidente da FILDA, Bruno Albernaz, destacou os números da edição anterior. Segundo ele, a feira reuniu cerca de 139,5 mil visitantes, mais de 2,1 mil participações empresariais e representantes de 18 países. O evento também movimentou aproximadamente US$113 milhões em negócios estimados.
Albernaz afirmou ainda que Angola vive um processo de diversificação econômica e ampliação da participação internacional. “O perfil de expositor é completamente diferente. Hoje em dia, as empresas que se apresentam na feira procuram investimento em Angola, sobretudo nos setores da agricultura, agroindústria, indústria transformadora e serviços”, declarou.
A embaixadora do Brasil em Angola, Eugênia Barthelmess, classificou a FILDA como um evento internacional de “primeiro mundo” e afirmou que o momento é favorável para a entrada de empresas brasileiras no mercado angolano. “Há um potencial imenso de oportunidades de negócio e expansão de empresas brasileiras em Angola”, afirmou a diplomata. Ela também ressaltou que o país africano integra atualmente a área de livre comércio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), mercado que reúne cerca de 300 milhões de consumidores.
Segundo a embaixadora, setores ligados à agroindústria, proteína animal, distribuição, varejo e franquias estão entre os mais promissores para empresários brasileiros. Ela destacou ainda que as empresas brasileiras presentes na FILDA 2025 relataram resultados positivos nas rodadas de negócios promovidas durante o evento.
A secretária de Estado para Comércio e Serviços de Angola, Augusta Fortes, afirmou que o governo angolano busca fortalecer a produção nacional e atrair novos investimentos estrangeiros. “Nós não queremos nunca mais ser encarados como um país consumista. Queremos ser encarados como verdadeiros parceiros”, declarou.
Ela também destacou o potencial do país para negócios no setor agrícola e alimentício. “Temos terras, temos água e uma população jovem disponível para aprender. Queremos aprender convosco e oferecer oportunidades para vocês virem investir”, disse.
A FILDA é realizada há mais de 40 anos e se consolidou como um dos principais eventos de negócios do continente africano. A expectativa dos organizadores é ampliar, em 2026, a presença de empresas brasileiras interessadas em investir no mercado angolano e fortalecer parcerias comerciais entre os dois países.
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