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Coluna

A agonia de Paes

O destaque da coluna nesta semana é o medo de estagnação de Paes, em um cenário no qual Anthony Garotinho avança no interior.

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31 de julho de 2026
A agonia de Paes
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, é o favorito da corrida ao governo do estado

Por Nelson Lopes

Líder nas pesquisas de intenção de votos para o governo do Rio, Eduardo Paes (PSD) se vê diante de uma encruzilhada. Conhecido por 95% do eleitorado fluminense, o ex-prefeito da capital mantém bom patamar de votos, mas tem dificuldades de cativar o eleitorado de fora da Região Metropolitana. Trocando em miúdos, há o medo de estagnação, em um cenário no qual Anthony Garotinho avança no interior e Douglas Ruas ainda é conhecido por apenas 30% do eleitorado – ou seja, ainda tem muita margem para crescer.

As pesquisas de intenção de votos mostram Paes muito associado a obras e grandes eventos da capital, sem capitalizar em regiões-chave, como o Norte Fluminense. A dificuldade pode significar terreno fértil para os adversários e, é claro, abrir margem para o insucesso.


Rubens Paiva, presente! 

Sabe quem é visto como puxador de votos do PSB nas eleições deste ano? Chico Rubens Paiva, neto do político morto pela ditadura. Com trajetória política consolidada, o herdeiro de Eunice Paiva recebeu as bênçãos de Alessandro Molon para seguir o sonho de se eleger deputado federal. O sonho, é claro, é impulsionado pelo sucesso do filme Ainda Estou Aqui, estrelado por Fernanda Torres.

Na legenda, espera-se que Rubens Paiva consiga algo em torno de 40 mil votos, o suficiente para, quem sabe, ser o único representante do PSB do Rio.


Falando em PSB…

Alessandro Molon desistiu oficialmente de concorrer a qualquer cargo eletivo nas eleições deste ano. Ele seguirá na iniciativa privada, ao menos, por mais dois anos.

O nome dele foi ventilado para o Senado, ou mesmo para ocupar a suplência de Pedro Paulo. Molon, entretanto, refutou a possibilidade de ser candidato, até mesmo, à Câmara, onde teria uma eleição tranquila.

A presidência do diretório fluminense do PSB, aliás, foi entregue a Comte Bittencourt.


E o Douglas, hein?

Douglas Ruas segue sem vice, esperando uma definição da federação União-PP, que resiste em se coligar ao PL. Isto faz com que os palanques sigam indefinidos e o candidato bolsonarista tenha dificuldade em organizar a sua campanha.

Mas, a situação precisará ser resolvida até o próximo dia 5, data-limite imposta pela Justiça Eleitoral para que as chapas sejam definidas.


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