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Lula in Rio! Com Paes!

O destaque da coluna nesta semana é a estratégia do PT que coloca no mesmo palanque, no Rio, Lula ao lado de Eduardo Paes

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21 de agosto de 2026
Lula in Rio! Com Paes!
Eduardo Paes e Luiz Inácio Lula da Silva. Crédito: Reprodução

Por Nelson Lopes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao Rio neste sábado para um ato de campanha em Bangu, na zona oeste. O evento será realizado no Estádio Moça Bonita e terá a participação do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo, além de outros aliados, como o deputado Pedro Paulo (PSD), que tenta uma vaga no Senado.

A estratégia passa pela tentativa de associar a candidatura de Lula aos investimentos federais realizados no Rio durante o terceiro mandato. Entre os pontos que devem ser explorados pela campanha estão obras de infraestrutura, recursos para a saúde, expansão da rede federal de ensino e a retomada de investimentos na indústria de petróleo e gás.

Um dos exemplos usados pelos aliados é a duplicação da Serra das Araras, na Via Dutra. A primeira etapa das obras foi entregue em junho, com investimento de R$ 1,5 bilhão.


Contraste com Bolsonaro

Na saúde, o governo federal também tenta apresentar um contraste com a situação encontrada nos hospitais federais do Rio. Em 2024, Lula e Paes firmaram um acordo para que a prefeitura assumisse a gestão dos hospitais do Andaraí e Cardoso Fontes, com previsão de reformas, ampliação de serviços e reabertura de estruturas que estavam fechadas.

A campanha também pretende explorar a retomada dos investimentos ligados à cadeia de petróleo e gás. A avaliação entre aliados é que a recuperação da atividade da Petrobras, dos estaleiros e dos portos pode ajudar a reforçar a imagem de retomada econômica.


O aliado de cada dia

A presença de Paes no ato é considerada importante para a estratégia eleitoral de Lula no Rio. O prefeito, que deixou a disputa pela reeleição na capital para concorrer ao governo estadual, é hoje um dos principais aliados do presidente no estado. A participação dele no evento de sábado foi divulgada pela própria campanha de Lula.

A aposta petista é que a aliança com o prefeito ajude a ampliar a capilaridade da candidatura presidencial para além dos setores tradicionalmente ligados ao PT. O PSD, partido de Paes, integra a base de apoio de Lula em diferentes estados e mantém uma relação política próxima com o presidente.


Sem apoio, mas com palanque

A gente morre, mas não vê tudo na política fluminense. Lembram que partiu de Brasília a decisão da federação União-PP em ficar neutra na disputa presidencial? Pois, então.

Mesmo assim, apesar de não declarar apoio a Flávio Bolsonaro, o presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, pretende estar no palanque do filho primogênito de Jair Bolsonaro no Rio. É mole?

É que Rueda é candidato a deputado federal pelo União e depende de dobradinhas com nomes da direita para ser eleito. O principal nome da sua dobradinha, é claro, segue sendo Márcio Canella, que deixou o páreo pelo Senado, e tentará uma vaga na Alerj. Logo, ele precisará estar no palanque de Flávio, de onde espera não ser expulso.


Sonhando alto!

Os planos da federação União-PP e de Canella no Rio não são nada modestos. O partido do Centrão quer eleger 8 federais fluminenses.

Além de Canella, que espera-se que faça entre 80 e 100 mil votos, a legenda espera ver eleitos Dr. Luizinho, Felipe Curi, Renato Cozolino, Max Lemos, Ganen e Leniel Borel. Um time de peso para a bancada fluminense, com representatividade em bancadas variadas

Canella, nesta conta, deve ser o grande puxador de votos para Alerj. Ex-prefeito de Belford Roxo, espera-se que ele arremate acachapantes 300 mil votos para deputado estadual.


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