PL de Bolsonaro utiliza anistia como poder de barganha
Por Nelson Lopes
O PL, partido de Jair Bolsonaro, condiciona o apoio da sua bancada no Congresso para a sucessão das presidências da Câmara e do Senado a uma proposta de anistia aos parlamentares alvos de investigação sobre a tentativa golpista do 8 de janeiro e de outras frentes de investigação. A legenda bolsonarista conta com a maior bancada da Câmara, com 95 deputados, e a terceira maior do Senado, com 13 senadores. E, sabendo desse peso, o partido presidido por Valdemar da Costa Neto não pretende dar votos a quem não for simpatizante da ideia de livrar bolsonaristas das investigações. No Rio, uma anistia beneficiaria nomes como Carlos Jordy e Alexandre Ramagem, respectivamente pré-candidatos às prefeituras de Niterói e do Rio. Jair Bolsonaro, é claro, também conta com essa barganha para voltar a ser elegível.
Deputado pelo Rio, Dr. Luizinho é considerado o “queridinho” do presidente da Câmara, Arthur Lira, neste momento. Correligionário de Lira e líder do PP na Casa Legislativa, Luizinho é considerado o nome técnico mais capacitado para debater as emendas da saúde. Com tanta habilidade para dialogar com o governo e com o Centrão, Luizinho já é colocado como a “segunda opção de Lira” para sucedê-lo na presidência da Câmara, no ano que vem. Se a candidatura do baiano Elmar Nascimento não decolar, Luizinho será o escalado para representá-lo na disputa à presidência da Casa.
Pré-candidato pelo PSOL à prefeitura do Rio, Tarcísio Motta é considerado a principal “pedra no sapato” do bolsonarista Alexandre Ramagem para a prefeitura do Rio. Na avaliação de membros da alta cúpula bolsonarista, Tarcísio tem bom desempenho em debates e, por isto, teme-se que ele se “alie” ao atual prefeito, Eduardo Paes, nos ataques a Ramagem. Embora o desempenho de Paes também seja considerado bom em debates, é sobre Tarcísio que pesa o maior medo, já que não há grandes escândalos envolvendo o candidato do PSOL para contrapor eventuais acusações. Em tempo: Na Câmara, Tarcísio e Ramagem têm bom relacionamento.
Acusado de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o deputado Chiquinho Brazão segue preso, porém, recebendo os seus vencimentos de maneira quase normal. No último mês, já detido, Brazão viu R$ 24.099,58 pingarem em sua conta. Do salário bruto de R$ 44.008,52 foram abatidos apenas os descontos obrigatórios e as faltas em sessões. Se somados os custos do seu gabinete, o parlamentar seguiu custando R$ 169 mil aos cofres públicos. Isso porque os seus funcionários seguem recebendo salários sem qualquer espécie de penalidade.
Como Brazão só é descontado em relação às faltas das sessões enquanto estiver preso, ele seguirá recebendo salários quase integrais pelos próximos meses. O motivo? O Conselho de Ética da Câmara admitiu a possibilidade de cassação dele na última quarta. Agora, ele poderá apresentar uma nova defesa em até 10 dias úteis. A partir daí, o Conselho de Ética receberá um novo parecer recomendando ou não a cassação. Isso deve durar, pelo menos, 50 dias. Só depois, o presidente Arthur Lira poderá agendar uma sessão para votar a sua cassação.
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