Capital

Brasil e Angola reforçam laços econômicos em evento no Rio

O Fórum Internacional de Negócios Brasil-Angola, promovido nesta terça-feira (10) pela Câmara de Comércio, Indústria, Turismo, Ciência, Tecnologia & Cultura Brasil-Angola (CCIBA), reuniu mais de 50 empresários no Espaço Cultural Angola, no Centro do Rio de Janeiro. O evento teve apoio da Associação Brasileira de Energias Alternativas e Meio Ambiente (ABEAMA) e do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas do Rio de Janeiro (CEM-Rio), e teve como foco principal a 40ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que acontecerá ainda este ano na capital angolana.

Durante o encontro, o presidente da ABEAMA, Ruberval Baldini, destacou a importância da feira como vitrine para empresas brasileiras que desejam expandir suas atividades internacionalmente. “A FILDA tem um peso estratégico. O Brasil contará com um espaço especial, e essa é uma chance de levarmos nossa experiência, como fazem empresas associadas à ABEAMA, como Doppler Energia, BR Solar e ISCTec”, afirmou. Ele adiantou que a ABEAMA realizará uma apresentação com empresas angolanas antes da feira.

Brasil e Angola como irmãos

O presidente da ABEAMA, Ruberval Baldini, com o cônsul de Angola, Mateus de Sá Miranda.

O cônsul de Angola no Brasil, Mateus de Sá Miranda, também reforçou a relevância do evento, destacando as relações históricas e culturais entre os dois países. “Brasil e Angola são praticamente irmãos. Falamos a mesma língua, temos relações políticas estreitas e há total abertura para que empresários brasileiros se instalem em Angola. A FILDA é uma excelente oportunidade para identificar áreas de atuação e estabelecer parcerias”, afirmou.

Nayt Júnior, presidente da CCIBA, ressaltou o papel da câmara em promover conexões diretas entre empresários dos dois países. “Tivemos aqui empresários de diversas áreas. Nosso trabalho é esse: criar pontes, orientar sobre a documentação necessária, identificar oportunidades e facilitar esse intercâmbio comercial. Algumas empresas brasileiras já estão em Angola, mas ainda há espaço para crescer e resolver entraves burocráticos”, explicou.

A programação contou com apresentações institucionais, exibição de vídeos alusivos aos 50 anos de independência de Angola e à FILDA 2025, além de depoimentos de empresas que já atuam no mercado angolano. Também foram abordados temas como incentivos para exportações, linhas de crédito, parcerias público-privadas e processos licitatórios.

A expectativa da organização é que a presença brasileira na FILDA 2025 fortaleça a cooperação econômica entre Brasil e Angola e gere negócios sustentáveis, com benefícios mútuos para ambos os países.


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