*Por Pedro do Livro
Cabe a nossa geração reviver as tradições que marcaram a Copa do Mundo. Para o povo brasileiro, sempre foi muito mais do que futebol. Ela traz cores, sons, lembranças e costumes que passam de geração em geração.
Poucas coisas mostram tão bem esse clima quanto os álbuns de figurinhas e as ruas pintadas. Veja com atenção: nosso papel, como adultos, é incentivar as crianças a criar essas memórias, assim como os mais velhos fizeram conosco.
Os álbuns de figurinhas fazem parte da infância e da vida adulta de milhões de brasileiros. Comprar o primeiro pacote, sentir o cheiro das páginas novas e encontrar uma figurinha difícil são lembranças que ficam para sempre. Mais do que completar o álbum, essa tradição aproxima pessoas.
Pais contam suas histórias, amigos se encontram em escolas, bancas, praças e repetem a pergunta clássica nas trocas: “Tem repetida?”.
Outra tradição marcante é pintar a rua do bairro. Aqui o problema não é só a falta de tinta. Hoje, também falta incentivo para as crianças saírem do quarto, ocuparem a rua, conviverem com os vizinhos e viverem memórias que não cabem numa tela de celular.
A Biblioteca A Casa Amarela de Anchieta fez a sua parte. Compramos tintas, solventes e pincéis, contratamos um artista e reunimos a criançada para pintar Anchieta. O mais importante é encontrar formas de manter essas tradições vivas, de maneira acessível, organizada e aberta para todos. Esses costumes não podem virar apenas lembrança. Eles fazem parte da nossa cultura.
A mensagem do hexa:
Que a Copa do Mundo continue sendo mais do que um torneio de futebol a cada quatro anos. Para nós, pais e mães, fica a mensagem: é nosso papel passar cada tradição adiante.

Pedro do Livro lidera a Imprensa da Cidade do Rio de Janeiro e é o criador da Biblioteca A Casa Amarela.
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