Ainda bem que eu descobri um lugar para fugir da mesmice. Essa porta se abre pelas mãos do filho de um artista que decide homenagear seu pai, o pintor Gerson Pinheiro, cujas obras decoram a Casa do Artista, em Ipanema.
Casado com a arquiteta e artista Doris Daher, o engenheiro e músico Luiz Otávio Pinheiro conseguiu não só honrar a memória do seu pai, mas também agradar aos amigos e a todos aqueles que chegam na Casa porque gostam de papo, música e arte.
Ele é músico e cantor e tem os Beatles no seu repertório. Doris é maravilhosa cantora, participa de canto coral e se apresenta numa dupla deliciosa: Marium Victor e Dorys Diet. Foi uma noite musical, comes e bebes e amigos no aniversário dela e é uma pena que essa coluna não tenha som.
Além de Luiz Otávio e Doris, havia também o pianista Moyses Pedrosa, que já tocou para Cauby Peixoto, Angela Maria, Agnaldo Timóteo, Alcione e Tim Maia. E o excelente grupo de cantores que cantam com Doris, no Coral. Quem quiser frequentar a Casa, tem que procurar a agenda da Casa do Artista, em Ipanema: saraus, palestras, etc, etc.
Inspirada pela obra de Gerson Pinheiro, lembrei de um dos Mestres da minha vida: o pintor Manabu Mabe. Fiz uma entrevista com ele para o Caderno B, do Jornal do Brasil, quando ele inaugurava uma Exposição no Hotel Copacabana Palace.
Vou transcrever aqui apenas uma parte da entrevista com ele, um dos maiores nomes da Arte Mundial e cujas Obras estão expostas nos Museus mais prestigiados do mundo, do MASP ao Japão e Estados Unidos.
Sentei na mesa do Copa onde Manabu Mabe tomava o seu café da manhã. Ele já me esperava. E logo percebi que o seu português era pouco e ruim. Ele falava só com o coração. Decidi não corrigir a sua gramática no meu texto e a entrevista foi publicada assim mesmo, com a permissão do Editor-Chefe Alberto Dines. Essa matéria foi tema de aulas de Jornalismo na PUC.
“Eu gosto pintar como nasceu. Quando pintando, esqueço tudo. Para mim, viver é pintar, e eu comecei por isso. O pai foi imigração para Brasil há 37 anos passados e eu cheguei com 10 anos. E fiquei lavoura, derrubando mato, capinando. Mas gostava desenhar com crayon e pintura começou na minha vida: de noite, domingos, dias de chuva. Fiz atelier no meio cafezál, com tábuas de 6×10 cm. E café me ensinou sonhos grandes.”
“Lavoura era serviço do pai, que trouxe essa condição. Mas minha natureza é para pintar e não pode fazer dois serviços. Quando tinha 22 anos, comprei tintas óleo e comecei pintar mesmo. Para mim, sem pintar todo o tempo, não podia mais. Tentei. Avisei mulher: passar fome, mas eu gosto. Sem pintar, não posso viver. Como na beirada de uma encosta. Não pode afastar mais. Só para frente. Assim.”
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