Por Nelson Lopes
O PL adiou a decisão sobre o nome que substituirá Cláudio Castro na disputa ao Senado pelo Rio. O anúncio seria feito por Flávio Bolsonaro, nesta sexta-feira, durante o Seminário Nacional de Comunicação do partido, na capital fluminense. Mas, Flávio pediu paciência aos correligionários e disse que precisaria conversar antes com o pai, Jair Bolsonaro, neste final de semana, em Brasília.
Será o primeiro encontro entre os dois desde que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher, na terça-feira. O adiamento da escolha do candidato ao Senado gera apreensão no partido. O calendário está apertado, falta pouco tempo para as eleições e, até este momento, Carlos Jordy e Carlos Portinho – os favoritos para ocupar a vaga – não conseguem colocar seus blocos na rua.
Portinho é o favorito do diretório local do PL, por ter interlocução com um grande número de prefeitos. Já Jordy conta com a simpatia da família Bolsonaro, por defender bandeiras conservadoras caras ao ex-presidente. É esperar (um pouco mais) para ver…
A disputa pela suplência…
É grande a disputa dentro e fora do PSD pela suplência de Pedro Paulo ao Senado. O motivo é simples de entender: caso o aliado de Eduardo Paes seja eleito, em uma conjuntura na qual Lula seja reeleito, é tido como certo que ele ocupará um ministério ou secretaria do governo federal. Resumindo, a vaga cairá no colo do suplente. E os nomes da política estão “on fire” querendo o posto.
Alessandro Molon, do PSB, é um dos que já manifestou nos bastidores pela colocação. Miro Teixeira também se mostra “assanhado”. Mas, como nem tudo são flores, tem quem diga que uma conjuntura que reúna todos esses nomes numa mesma chapa é impossível. Seria “política demais” para um só mandato. E o suplente, como se sabe, costuma ser quem financia as campanhas. Muita água ainda vai rolar até a convenção do partido que oficializará a chapa e, tenham certeza, o “pegapacapá” será grande por esta suplência.
De Portugal, Quaquá influencia a política do Rio
Sim, o vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, está em Portugal, onde inaugurou o Camarote Favela, já tradicionalíssimo no carnaval carioca, no Rock In Rio Lisboa. Mas, do além-mar, Quaquá exerce a sua influência. Depois de virar as costas para a correligionária Benedita da Silva e anunciar apoio somente a Pedro Paulo para o Senado, ele definiu Márcio Canella, do União Brasil, como seu segundo voto.
E, já que está fora do Brasil, Quaquá tem seus 23 candidatos do PT e do Centrão trabalhando pela dupla. Ele orientou todos a pedirem votos a Pedro Paulo e Canella. A “bancada Quaquá”, como vem sendo chamado o grupo, tem influência em todas as regiões do estado.
E a família Caiado, hein?!
Mal-estar instalado: umbilicalmente ligado a Paes e Pedro Paulo, o presidente da Câmara de Vereadores do Rio, Carlo Caiado, não terá opção a não ser apoiar o primo, Ronaldo Caiado, à Presidência. Se antes já era difícil vê-lo no palanque de Lula, junto dos aliados, agora tornou-se impossível.
É que além de ter um familiar encabeçando o outro lado da disputa, Ronaldo Caiado terá como vice, justamente, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Isso sim é uma sinuca de bico…
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