A mudança na tarifa vale para todo o sistema.
O Governo do Estado anunciou na última quinta-feira (13), a redução da tarifa do sistema de barcas. A tarifa passará de R$ 7,70 para R$ 4,70 a partir de 24 de março. A mudança vale para todo o sistema, como as linhas Praça XV – Arariboia, Praça XV – Cocotá e Praça XV – Paquetá (em ambos os sentidos), com exceção da linha Charitas, que já teve redução recente, e das linhas turísticas (Divisão Sul), que têm valor diferenciado.
Com mais de 10,3 milhões de embarques em 2024, a linha Praça XV – Arariboia é o principal trecho do transporte aquaviário do estado, com cerca de 80% da demanda de passageiros de todo o sistema. A redução, que contou com estudos técnicos da Secretaria Estadual de Transportes e Mobilidade Urbana, vai representar uma economia de R$ 132 por mês, considerando viagens em 22 dias (ida e volta), quase 9% do salário mínimo.
A redução da tarifa foi possível com novo modelo de contrato, em que o operador é remunerado com base na quantidade de milhas náuticas e não mais pela receita da venda de passagens.
No dia 6 de março, o Estado já tinha anunciado a redução da tarifa da linha Praça XV x Charitas, de R$ 21 para R$ 7,70 graças a um convênio firmado entre a Secretaria Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana e a Prefeitura de Niterói.
Para quem pagava a tarifa cheia em Charitas, a economia pode chegar a mais de R$ 580 por mês, considerando 22 viagens (ida e volta) no período.
O novo consórcio, Barcas Rio, assumiu a operação no dia 12 de fevereiro. O atual modelo de prestação de serviços, com remuneração por milha náutica, é aplicado em outros estados como São Paulo e Espírito Santo e confere maior controle público. Isso assegura ao Governo a responsabilidade pela definição da tarifa, fiscalização, pagamento e indicação de investimentos futuros.
O novo modelo, que substituiu o vigente desde 1998, será aplicado por um período transitório de 5 anos, até solução definitiva. A CCR Barcas operou o sistema aquaviário do estado por 13 anos.
O novo operador do sistema aproveitou as embarcações e equipamentos já existentes. Grades horárias e as linhas em operação foram mantidas. A receita da tarifa paga pelo passageiro passará a ser do Governo do Estado e será utilizada para pagamento de parte do valor do contrato. O governo também ganhou liberdade para ajustar a grade horária de viagens.
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