Foto: Paula Johas/Firjan
O uso do hidrogênio como combustível pode ser uma alternativa para o estado do Rio de Janeiro. Esse foi o tema do encontro do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) com uma delegação francesa, ligados associados ao Mouvement des Entreprises de France (MEDEF).
Rodrigo Santiago, presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da Firjan, comentou que a missão da federação de conectar os mais diversos stakeholders, a fim de trazer investimentos para o estado do Rio.
De acordo com ele, o Brasil é uma peça-chave na geopolítica de energia e há uma boa perspectiva de reforçar a relações com investidores estrangeiros, diante de um novo governo que ainda está se estabelecendo. Ele fez a declaração no encontro que contou com a participação de representantes da Petrobras, do governo do estado, do Porto do Açu e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
As sete empresas que também visitaram São Paulo e Brasília, além da capital fluminense, integram um grupo estratégico que analisa negócios de hidrogênio no MEDEF. À frente da delegação, Valerie Ruiz-Domingo acredita que o Brasil e o Chile sejam os países da América do Sul com melhores condições de desenvolver projetos de energia limpa através do uso do hidrogênio.
“Esperamos que a regulamentação brasileira específica desse mercado seja implementada em breve, o que é necessário para trazermos investimentos”, afirmou Valerie, que é vice-presidente de Hidrogênio do grupo Engie, empresa de energia elétrica que está no Brasil há 25 anos.
Thiago Valejo, gerente de Projetos de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, lembrou que o mercado de hidrogênio está nascendo no mundo inteiro e que o Brasil é um dos líderes na produção de energia renovável no mundo.
Atualmente, existe consumo industrial do hidrogênio, que não abrange, porém, um mercado estruturado de comercialização do hidrogênio como combustível.
“Os projetos em andamento no Congresso devem ser aglutinados em um só, a fim de construir esse ambiente regulatório para que as empresas tenham segurança jurídica em seus investimentos. A parceria com empresas internacionais traz novas oportunidades para este momento do novo ciclo de industrialização do país”, defendeu.
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